sábado, novembro 15, 2008

Intuição/ Informação; Força de Vontade / Capacidade; Inspiração/ Conhecimento


" Nós não recebemos sabedoria; temos de a descobrir por nós próprios após uma jornada que ninguém pode empreender por nós ou poupar-nos a ela " Marcel Proust


"O destino final da nossa vida é a sabedoria. A sabedoria é o mais alto e profundo grau de conhecimento, visão e compreensão. Providencia-nos uma perspectiva mais vasta da vida, do seu propósito e das lições que aprendemos ao longo do tempo. Quando encontramos a sabedoria, passamos a viver na claridade.


A sabedoria não é um estado a realizar, mas antes um estado a recordar. Chegamos a este planeta totalmente equipados com sabedoria sem fronteiras inerentes a todos os humanos. Somos tão sábios como o Buda, Aristóteles ou Confúcio - simplesmente eles tiveram acesso a lugares dentro deles onde nós talvez ainda não viajamos.


Sabedoria não é inteligência. Não está relacionada com QI ou classificações académicas. A sabedoria é o mais alto nível de evolução emocional, espiritual e mental, no qual damos tanto valor à intuição como à informação, à força de vontade como à capacidade e à inspiração como ao conhecimento. Sincronizamos energéticamente a nossa compreensão mais profunda com as acções do dia a dia.


O caminho mais directo para a nossa sabedoria está pavimentado com as lições da nossa vida. Ao aprendermos as lições que nos são apresentadas diariamente , aproximamo-nos continuamente do alinhamento com o que Emerson chamou de " super alma" e Carl Jung " o inconsciente colectivo". Estas são as forças universais que nos mantêm coesos e ligam cada um de nós à fonte sem fundo da sabedoria.


A verdadeira beleza da sabedoria é que, uma vez recordada, ficamos inspirados para a partilha com os outros. Lembramo-nos da lição da abundância: como o amor- quanto mais oferecemos mais recebemos. Aqueles que são célebres pela sua sabedoria são aqueles que a partilharam livremente para ajudar os outros a crescer"


Se a Vida é um Jogo estas são as regras - Chérie Carter- Scott, Sinais de Fogo

quinta-feira, novembro 13, 2008

O Reencontro com a Natureza selvagem



" Quando as mulheres reafirmam a sua relação com a natureza selvagem, nasce nelas uma observadora interna permanente, uma conhecedora, uma visionária, um oráculo, uma inspiradora, um ser intuitivo, uma empreendedora, uma criadora, uma inventora e uma ouvinte, que sugere e suscita uma vida vibrante nos mundos interior e exterior. Quando as mulheres estão próximas desta relação com a natureza, isso resplandece nelas. "

Mulheres que correm com os Lobos - Clarissa Pinkola Estés

citada no livro A Rainha que mandou à fava o cavaleiro da armadura oxidada- Rosetta Forner

domingo, novembro 09, 2008

Linguagem corporal


Neste site explica em pormenor o significado dos sinais que a linguagem corporal emite. Viagem nele para que possam conhecer o que a vossa linguagem corporal transmite aos outros e o que ler, para além das palavras, na mensagem do outro :




Um abraço aconchegante

Marisa Papoila

sábado, novembro 08, 2008

Aprendizagens energéticas e sensitivas interessantes

Aprendi hoje, numa metáfora muito bem construida que o medo é como uma capa. Se nos deixarmos dominar por ele ,cobre-nos.
Se conseguirmos dominá-lo fica mais pequeno e domesticável.
Existem pessoas que expoem o medo e, ao falarem dele, transformam-no num medo menor. Outras precisam de ficar a sós consigo mesmas para perceberem como relativizá-los.
Percebi, depois de reflectir que todo o medo que dividamos com os outros, apenas funciona no sentido de percebermos que não somos os únicos, que várias pessoas podem ter o mesmo medo.
De qualquer forma, o medo assim como outras emoções, só podem realmente ser digeridas pelo próprio. Num encontro constante consigo mesmo, de aceitação e questionar pessoal.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Pequenos nadas quotidianos que nos fazem rir

Ri-me imenso com um fait-divers num café de 3 cachopas. A Sandra estava furibunda porque numa loja se tinham esquecido de tirar o alarme ao produto e ao passar no sensor, apitou e ficaram todos a olhar para ela como se estivesse a roubar. Ela encavacada, corada até aos cabelos, fez marcha à ré, para que remediassem a situação, enquanto olhava para os outros clientes na tentativa que percebessem que não estava a roubar. A outra amiga sai-se com esta: -Olha o melhor que tinhas a fazer era teres citado o António Aleixo!
" Sei que pareço ladrão
Mas há muitos que conheço
Não parecendo o que são
São aquilo que eu pareço"

Imaginar a situação surreal de, naquele ponto de apitar o alarme a Sandra desatar a declamar este verso fez-me rir, mas rir a valer!!!

Marisa

sábado, novembro 01, 2008

Paris - Medeia filmes



O filme Paris é como um mapa de metro. Confuso, cheio de cruzamentos, de histórias que chocam como carros de choque e depois se endireitam num novo rumo. Leva-nos até uma montanha russa de emoções vertiginosas. Alegria, desespero, tristeza, contentamento. Apesar de esperar mais, gostei. Existem momentos no filme que valem por todos os outros menos bons. Afinal, como acontece na vida, existem momentos cheios de sofrimento que antecedem e fazem parte da aprendizagem da alegria. O negativo tem que existir para que se possa revelar a grande fotografia.
Bem hajam os filmes que nos fazem viajar.
Miosótis

P.S. Gostei muito da imagem de um jovem a caminho da dor, da incógnita que é estar no limbo entre a vida e a morte, que passeia o olhar sobre Paris de um ângulo diferente- semi deitado a espreitar de dentro de um táxi!

sexta-feira, outubro 31, 2008

ARRE!!! CUSTA MUITO !!!! Risos

Percepciono o meu caminho terrestre ( e do resto da humanidade) como uma sequência de desafios que colocam à prova a nossa imaginação, bondade e sabedoria. Sinto que neste momento o desafio profissional que me é colocado é a Paciência. Nunca o fui nem minimamente nem na máxima exponência. Não posso dizer que seja mundialmente conhecida pela minha paciência....risos. Mas, todos os dias, lá estão elas...risos. Pequenas, grandes experiências que testam a minha paciência!!! Um fax pelo qual tenho que aguardar; uma mudança estrutural no Jardim de Infância, uma resposta afirmativa da comunidade. Nestes últimos tempos tenho cultivado, ainda que me cause estranhamento, Paciência, Paciência, Paciência.
Há que desenvolvê-la para que me aperceba menos do meu ego e possa fluir profissionalmente aceitando os tempos cósmicos.
Acho que já fiz alguma evolução mas arre!!!! CUSTA MUITO ! RISOS

terça-feira, outubro 28, 2008

Estou constipada, muito doentinha...cheia de espirros!!!

Em ti vejo o carvalho antigo cheio de raízes e uma águia que gosta de desafiar os ares.
Um sorriso aparvalhado de miúdo e a sabedoria de um homem cheio de histórias, dentro de outras histórias, como uma matriosca.
Vejo o sol que se levanta e espreguiça e a lua que foge, a correr entre vales.
simplesmente vejo duplamente

Miosótis

sábado, outubro 25, 2008

Excerto de Sinto Muito - Nuno Lobo Antunes



"Muitos me perguntavam como era possível conviver diariamente com o desgosto. A resposta é simples: é um privilégio poder conhecer a humanidade no seu melhor, na Coragem, mas sobretudo, no Amor. Os médicos e as enfermeiras com quem trabalhava eram santos, porque, como ouvi, os santos não se vêem todos da mesma maneira. Lembro-me de Perez , um rapaz de 15 anos que cansado das naúseas e da dor, desistiu do tratamento de viver, o melhor que podia, os meses que lhe restavam. A mãe aceitou sem discussão a opção do seu filho. Despediu-se do emprego para gozar com ele a Vida. Tivemos um último encontro num jardim de NY, em Outubro, num daqueles dias excepcionais em que o sol abre as cortinas do Inverno. Dia apropriado para o encontro que era, simultaneamente, uma separação. Despedimo-nos com um abraço e um sorriso: até breve. Naquele momento, o tempo não teve dimensão. Mas recordo sobretudo a Jennifer, uma rapariga encantadora, amante dos golfinhos, que na roleta dos tratamentos decidiu apostar tudo num transplante que falhou. O pai, no dia do enterro, cobriu o caixão de golfinhos azuis que na pintura sorriam para ela. Na missa, a mim, seu médico e também carrasco, chamaram-me para a sua banda, e dando-me as mãos consolaram-me de um desgosto tão fundo de que só mesmo eles me poderiam içar. Durante anos, tive a sua fotografia no ecrã do meu computador, para que todos os dias me lembrasse porque trabalhava. Poucos meses depois da sua morte, os pais pediram-me ajudar para lançar uma fundação com o nome de Jennifer para ajudar na luta contra o cancro. O dinheiro dessa Fundação foi direito para o hospital onde morreu. A Humanidade no seu melhor , na Coragem, mas sobretudo, no Amor."

sábado, outubro 18, 2008

Venenos de Deus Remédios do Diabo de Mia couto

"Aos 10 anos todos nos dizem que somos espertos, mas que nos faltam ideias próprias. Aos 20 anos dizem que somos muito espertos, mas que não venhamos com ideias. Aos 30 anos pensamos que ninguém mais tem ideias. Aos 40 anos achamos que as ideias dos outros são todas nossas. Aos 50 anos pensamos com suficiente sabedoria para já não ter ideias. Aos 60 ainda temos ideias mas esquecemos do que estávamos a pensar. Aos 70 só pensar já nos faz dormir. Aos 80 só pensamos quando dormimos. "


( Fala de Bartolomeu Sozinho, personagem de Venenos de Deus, Remédios do Diabo de Mia Couto, Editorial Caminho )

Ri-me a valer . Bem haja o Mia Couto pela doçura, humor e sabedoria que espalha

O caminho para o encontro com a(s) alma(s) gêmea(s)

O site é brasileiro mas tem textos de reflexão interessantes. O link em baixo remete-vos para o tema " A descoberta da Alma Gêmea". Na minha opinião existem várias que vão cruzando no nosso dia a dia à medida que estamos alinhados e preparados para saber lidar com esse conhecimento. Mas acima de tudo o que gostei no texto que vos sugiro é que frisa o encontro em vez da procura, substituir as expectativas do outro pelo nosso auto conhecimento.
Se tivem disponibilidade vale a pena o lerem:


http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=1937

Um abraço

Marisa Papoila

domingo, outubro 12, 2008

Homenagem a Urbano Tavares Rodrigues

Gostaria de vos sugerir, para um melhor enquadramento da iniciativa Escritaria, uma visita a este endereço:

http://jn.sapo.pt/CidadaoReporter/Interior.aspx?content_id=1025945


Tive a sorte de poder testemunhar dia 12 o desenvolvimento de algumas iniciativas em homagem ao escritor Urbano Tavares Rodrigues. Numa abordagem estética e de intervenção urbana, o público cruzava com excertos dos livros de Urbano Tavares Rodrigues espalhados em cubos tridimensionais para provocar o apetite ansioso para a leitura das suas obras. Depois de estimulada a visão, estendia-se o convite à audição e ao onírico.
Num primeiro momento, um colóquio dinamizado por escritores, amigos, estudiosos da obra de Urbano Tavares Rodrigues. Os oradores , Kelly Basílio (professora universitária), Nuno Júdice (escritor, crítico literário e professor universitário), Fernando Pinto do Amaral (escritor, crítico literário e professor universitário) e Eugénia Leal ( professora universitária), foram sendo apresentados pelo Presidente da Câmara de Penafiel, Alberto Fernando da Silva Santos, principal responsável por esta iniciativa. Poder-se-à afirmar que este mesmo colóquio foi fecundando com duas leituras: uma mais hermética, intrincada para verdadeiros estudiosos e conhecedores da obra do escritor e outra mais próxima, mais apelativa, em registo de diário e tertúlia que, para quem desconhecia mais a obra, naturalmente impelia a um ensaio cúmplice do desejo da decifração da obra de Urbano Tavares Rodrigues. Pessoalmente apreciei muito mais o registo intimista e humano da apreciação do percurso como professor e escritor de Urbano Tavares Rodrigues.
Num segundo momento o visionamento de um documentário realizado por António Castanheira com o testemunho de Urbano Tavares Rodrigues do processo criativo das suas obras, das correntes de revolução, da forma como a vida e a arte se mesclam e confundem. O documentário foi interessante e semeou indícios de uma continuação para breve.
Penafiel está de Parabêns na sua homenagem a Urbano Tavares Rodrigues Cada vez mais é necessário descentralizar a divulgação cultural para optimizar a capacidade de todos na interpretação e nas possíveis leituras da realidade.
Marisa Pedrosa

sexta-feira, outubro 10, 2008

Sugestão Literária



""Sinto muito" é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor. Nuno Lobo Antunes pretende, com bom propósito e bons resultados, deixar que o seu coração se pronuncie, que se liberte a sua voz, que seja conhecida a sua humanidade. E, na verdade, a alma fala. "
Recebi esta sugestão da minha amiga Cleo. Obrigada amiga e irei imitar-te e lê-lo brevemente já que me parece muito interessante

domingo, outubro 05, 2008

Pesquisem se ficarem curiosos...

SE ESTA RUA FOSSE MINHA :

http://impressoimproviso.wordpress.com/ ( Produto Humano)



http://jpn.icicom.up.pt/2008/09/22/porto_se_esta_rua_fosse_minha_regressa_com_mais_parceiros.html

Se esta rua fosse minha

Um evento magnifico da bela e melancólica cidade do Porto.

Homens e mulheres candeiros na rua, mercado humano, concertos de música e todos na rua....

Mais uma ano em que lá estive e repeti o entusiasmo de lá estar. Não percam- vale muito a pena !

sábado, setembro 27, 2008

O Caminho da nossa aceitação pessoal



Ante o frio,


faz com o coração


o contrário do que fazes com o corpo:


despe-o.


Quanto mais nú,


mais ele encontrará


o único agasalho possível


- um outro coração.

Conselho do Avô

A Chuva Pasmada - Mia Couto

sábado, setembro 20, 2008

Um dos melhores apanhados que já vi

Todos estamos habituados a correr, não parar. Como se uma mola de ansiedade, falta, descoberta, nos impelisse a estar sempre em acção. Nem sempre há paragens para reflectir. E parar, significa mergulhar num universo onde sensibilidade e razão se cruzam e nos guiam a um mergulho interior

Este apanhado, com muito sentido de humor, provocou uma relexão conjunta. Vale a pena verem:

http://www.gadling.com/2008/02/01/best-prank-ever-stopping-time-at-grand-central-station

domingo, setembro 07, 2008

Segredos e Fragilidades


Na história do Principe de Orelhas de burro, o barbeiro ao ver as orelhas e não pudendo partilhar esse segredo com ninguém, escavou um buraco na terra para onde o gritou. Acho que devemos ter consciência quando alguém nos conta algo intimo da sua vida devemos guardá-lo para nós ou gritar para um buraco idêntico. Um segredo, um facto intimo exige muita força interior quer para ser contado quer para ser guardado.

É super desconfortável termos acesso aos dados intimos de alguém sem ter sido o próprio a revelá-lo. Sinto-me sempre, nessas situações, como espia de uma vida alheia. Não gosto. Assim como detestaria imaginar que os meus segredos, a minha intimidade que conto meus aos meus amigos pudessem ser conhecidos por pessoas não autorizadas a entrar no meu espaço reservado.

Por essa razão cada vez que me exponho escolho sempre muito bem as pessoas perante quem o faço porque de outra forma sei que me sentiria traida.


( Desculpem se lerem e não entenderem nada. Mas hoje este texto tem a função do buraco na terra do Barbeiro)

quarta-feira, setembro 03, 2008

Aprendizagens Sensitivas e Emotivas Interessantes




Hoje descobri/ experienciei uma série de espaços mentais novos:






- É muito importante primeiro ouvir e observar e depois falar. Temos dois olhos, duas orelhas e apenas uma boca

- A autenticidade é rara e por isso tão valorizada


- Do 1 ao 100 há um ciclo que termina connosco a dar tudo mas conscientes das defesas que abalam


- O amor pode ser a força motriz que nos faz desbloquear


- Não podemos estar sempre em regime de autenticidade pura porque senão não aguentamos o desgaste e frustação emocional



- É muito bom e raro poder estar na companhia de alguém com quem podemos chorar, sentirmo nos protegidos,relaxar, rir, aprender e ser dádiva e receptor de cura


- O conhecimento do outro exige disponibilidade interior, paciência e uma grande dose de aceitação, primeiro de nós mesmos,depois do outro
Há uma co-responsabilização muito grande nas mágoas e desilusões que os outros nos revelam.
Percebi finalmente que se tivesse observado mais, ouvido mais e esperado pelas estações, pelas sementeiras que crescem, teria podido evitar tanto espanto com a género humano!
Finalmente percebi que não adiantar forçar o rio a correr mais veloz, que a macieira dê maçãs rápido. Tudo tem o seu tempo cósmico de acontecer. Não vale a pena forçar a vida.
Maísa Pé de Rosa




segunda-feira, agosto 25, 2008

Sugestão: Mente Sã Corpo São

Encontrei este link por acaso ao realizar uma pesquisa na internet.

Vale a pena espreitarem porque a informação está organizada de forma sucinta mas Sábia!!!


http://www.ahau.org/dicasnaoadoecer0.0.html










Um abraço da Nau dos Corvos / Peniche

segunda-feira, agosto 11, 2008

Ócio Criativo














Existe uma casa a três degraus da praia, onde é possível ao pôr do sol as gaivotas quase tocarem no nosso cabelo e, por momentos, sermos parte da Natureza. Sentimo-nos mar, vento, gaivotas.É mágico. Fica nas Pedrinhas ...Obrigada Ana por teres partilhado comigo este pequeno pedaço de magia terrena.












Dei um salto à Feira medieval de Santa Maria da Feira que aconselho vivamente:
pelas peças de teatro, pelo artesanato, pela atmosfera envolvente...
Depois, voei rumo ao Andanças :







e foi simplesmente GENIAL. Tudo neste espaço era diversidade cultural, respeito, energia e ecologia. Vi homens, mulheres, miúdos de 18, velhinhas de 70 anos, hippies e formais - enfim a maior diversidade cultural que consigam imaginar. Este mar de gente diferente esteve a participar em atelies de dança: tribal, africana, indiana, folclore, de roda europeia, tango argentino,hip-pop, irlandesa, entre outros, yoga, meditação, abraçoterapia, encontros do umbigo. Em paralelo com estes atelies aconteceram actividades de reciclagem, massagens, reiki, consultório de contos e.....gastronomia de todo o mundo. Muito bem organizado e sempre a pensar em termos educativos, ecológicos e lúdicos.


Só posso dizer que ADOREI. ADOREI!


Foi um verdadeiro spa de energia muito para além de qualquer expectativa que tivesse criado anteriormente.


Uma sugestão: No próximo ano não percam. Apareçam e deixem-se deslumbrar pela sinergia dos sentidos e do respeito pela diferença


Estou deserta por chegar à Ericeira. Aquela vila pescatória simpática no delicado fio da navalha entre a intimidade acolhedora e o anonimato livre que tanto gosto.
Tenham umas óptimas férias cheias de descoberta e viagens...

terça-feira, julho 22, 2008

Movimento da Escola Moderna - XXX CONGRESSO

É amanhã o início do XXX Congresso do Movimento da Escola Moderna.
Irei lá estar para fazer uma comunicação da minha iniciação no MEM.
Fica aqui o link para quem quiser descobrir mais sobre o MEM e sobre Tomar


http://movimentoescolamoderna.wordpress.com/2008/05/17/hello-world/


Um abraço


Meu

quinta-feira, julho 17, 2008

O Sorriso Dispensado



Faz-me falta aquele teu sorriso bondoso
Poisado em mim e nas coisas
Aquele brilho que transformava
Quadrados em círculos
Afastava a mais dura ferrugem
Cobria o mais denso nevoeiro
Com limalha de estrelas cadentes
Paciência não é a minha maior virtude!
Há que dizê-lo
Ainda que o lastime.
Foi-se e o que agora me revelas é escuro...
Ficou um riso nervoso e cínico
Um olhar cheio de vazio
E um coração marmeado
Permaneceu um silêncio irado
Capaz de implodir a mais tímida ponte.
O meu sorriso continua
Menos envolto no teu
Mais pobre portanto!
Com jogos de sombras...
O meu sorriso alimentava-se e era pão para o teu
Se calhar mais ninguém os via
Mas observei eu
No encontro daqueles sorrisos sincrones
Explodiam amores-perfeitos na berma dos passeios.

Virá o dia em que o teu sorriso já não me fará falta
Assemelhar-se-á a um selo esbatido num envelope antigo
Nesse momento serei mais livre
Lamentarei menos o teu sorriso metamorfoseado
Mas infinitamente mais despido
Porque permanecerá apenas o meu sorriso luminoso
Resistente ao hipotético sorriso dispensado por ti
E que poderíamos ter descoberto em percursos paralelos...


Morgana

terça-feira, julho 08, 2008

Àgua luminosa



A Felicidade é escorregadia como uma gota numa folha
É brilhante por breves segundos e regressa depois à sombra

HOJE ESTOU FELIZ COMO A SIMPLICIDADE DESTA GOTA

domingo, julho 06, 2008

Opções








Tomar uma decisão é sempre difícil. No meu caso particular perco-me muitas vezes em ansiedade a ponderar as infinitas possibilidades das perdas e ganhos.






Nem sempre é fácil centrar-me nos meus próprios interesses.






Nem sempre tenho que ser forte mas nem sempre sei lidar com a minha fragilidade.




Se existem obstáculos devemos recebe-los com gratidão. Aqueles imponderáveis, imprevistos que nos fazem crescer. Agora, como dizia a minha amiga Carla:- Não vale a pena oferecermo-nos em sacrificio : " Vou agora passar sede 20 dias para aprender a valorizar a água"...risos








Vou marinar e focar-me em decidir o que é melhor para mim para além de um bem comum porque decidir apenas em nome de um bem comum é como passar sede em regime de voluntariado.

sábado, junho 28, 2008

Pedaços











Sim...cheira a verde...e a terra com canela!

Adoro mergulhar os meus dedos no teu cabelo

e perder-me quando te faço um cafoné!

Gosto desse teu sorriso de puto traquina

que busca nos olhos a estrela polar...

Delicio-me a encontrar o sul do teu norte

entre a sola dos sapatos e o primeiro botão da camisa!

Ser feliz é sentir-te derreter numa rocha onde o mar bate

E trincar o coração como amoras a cair de maduras...

É ser morango semi-mordido

Quando pressinto o abraço que não chegou...

É ser maçã verde que tomba

Quando os teus olhos poisam no chão!...

Miosótis (marisa)

terça-feira, junho 17, 2008

CHEGOU...RISOS...

















SOU MAIS ANSIOSA QUE OS PRÓPRIOS MIÚDOS NO MEU DIA DE ANOS...
ADORO RITUAIS E NESTE, É BOM SENTIR QUE CADA ANO NOS REVELA NOVOS DESAFIOS, NOVAS CONQUISTAS, NOVOS HORIZONTES...
SE ME APARECESSE UMA FADA SININHO EU PEDIA-LHE:

PARA NUNCA PERDER O MEU LADO AMÉLIE,

PARA PROCURAR TRASNCENDER-ME TODOS OS DIAS

PARA NUNCA PERDER A FÉ NAS FADAS E NA MAGIA QUE MUDA TODOS OS DIAS

HOJE OS BEIJINHOS SÃO TODOS PARA MIM! LEVO OS MEUS AMIGOS QUE ESTÃO SEMPRE A SALTITAR DE CARRUAGEM EM CARRUAGEM MAS ESTÃO LÁ

sábado, maio 17, 2008

O desenvolvimento da Paciência e da Ausência de Expectativa

Fernando Pessoa, para mim, foi e é, um génio literário e do mundo sensível. Alberto Caeiro, um dos seus heterónimos, é um homem da terra, comtemplativo, fluído e sempre no momento presente. É uma lição de paciência para com a vida, da aprendizagem essencial de eliminar as expectativas , do SER actual.
Colho nele muitas energias quando o meu ser, por natureza ansioso e expectante, precisa de reencontar a simplicidade do Presente.


Se eu pudesse trincar a terra toda

E sentir-lhe um paladar,

E se a terra fosse uma cousa para trincar

Seria mais feliz um momento...

Mas eu nem sempre quero ser feliz.

É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol.

E a chuva, quando falta muito,pede-se.

Por isso tomo a infelicidade com a felicidade

Naturalmente, como quem não estranha

Que haja montanhas e planícies

E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo

Na felicidade ou na infelicidade,

Sentir como quem olha,Pensar como quem anda,

E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,

E que o poente é belo e é bela a noite que fica...Assim é e assim seja...


Alberto Caeiro( heterónimo de Fernando Pessoa)

sábado, maio 03, 2008

O vento, as alturas e a verdadeira interioridade



" Mal pouso o pé nas alturas e me abandono por completo a esse estado de concentração, o medo desaparece por completo. Estamos ali, sozinhos no nosso vazio aconchegante. Esse é o momento que eu adoro acima de tudo"


A rapariga que inventou um sonho, Haruki Murakami



Porque a verdadeira interioridade é um acto de autenticidade, de compromisso com a vida e connosco. Há mais retratos de Dorian Gray do que pessoas genuinas


Mas vale a pena acreditar...

terça-feira, abril 01, 2008


A mensagem e a ilustração do Dia Internacional do Livro Infantil deste ano são da autoria do artista tailandês Chakrabhand Posayakrit*.



«Os livros iluminam, o conhecimento encanta.A busca de conhecimento por meio da leitura tem de tornar-se uma prioridade e deveria ser incrementada logo na infância.Desde muito cedo se incute nas crianças tailandesas o desejo de conhecimento pela leitura, com base numa tradição e numa cultura sublimes.Os pais são os primeiros professores das crianças e os monges tornam-se os principais mentores da sua orientação e educação, intelectual e mental, tanto no que respeita aos assuntos do mundo como no tocante aos valores espirituais.Encontrei inspiração para a minha ilustração em ancestrais tradições do meu país. Por um lado, a tradição de contar histórias às crianças, por outro, a de aprender pela leitura de inscrições em folhas de palmeira e em tabuinhas que se destinam exclusivamente a ser lidas.As narrativas escritas em folhas de palmeira provêm da tradição budista. Contam a vida de Buda e recontam histórias das jatakas (fábulas e parábolas), com a nobre intenção de cultivar as mentes jovens e de lhes instilar fé, imaginação e um sentido moral.»Chakrabhand PosayakritTradução de José António Gomes


*«Chakrabhand Posayakrit nasceu em 1943, em Banguecoque. Formou-se em Pintura pela Universidade de Silpakorn, em 1968, e ensinou na Faculdade de Artes Decorativas da mesma universidade. Doutorou-se em Artes pela Universidade de Chulalongkorn, em 1989, e, actualmente, dedica-se, por inteiro, à sua criação artística.Além de uma importante obra no domínio da pintura e da ilustração, o artista dedicou-se recentemente à criação de marionetas e à pintura de cenas inspiradas na literatura tailandesa que acompanha a sua mensagem.
Posayakrit( na imagem) regista uma cena tradicional da cultura tailandesa: diante da sua mesa de leitura, uma criança debruça-se sobre as inscrições de um livro de bambu, evocando assim o saber que emana de antigas jatakas budistas, uma colecção de narrativas populares (contos, fábulas e principalmente parábolas) cujo propósito é iluminar o caminho dos homens rumo à sabedoria.»

domingo, outubro 07, 2007

SE ESTA RUA FOSSE MINHA....

Estive lá e digo-vos:

Uma excelente iniciativa cultural. Espero que no próximo ano se repita ou aconteça em mais ruas do Porto...


http://www.planobporto.com/index.php?opcao=2&tipo=8

quinta-feira, setembro 27, 2007

O retrato de Dorian Gray

" (...) - Toda a influência é imoral; imoral sob o ponto de vista cientifico.
- Porquê?
- Porque exercer a nossa influência sobre alguém é dar-mos a própria alma. Esse alguém deixa de pensar com os pensamentos que lhe são inerentes, ou de se inflamar com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe são reais. Os seus pecados- se é que os pecados existem - são emprestados. Tal pessoas passa a ser o eco da música de outrem, o actor de um papel que não foi escrito para si. O objectivo da vida é o nosso desenvolvimento pessoal. Compreender perfeitamente a nossa natureza - é para isso que estamos cá neste mundo. Hoje as pessoas teme-se a si próprias. Esqueceram o mais nobre de todos os deveres: o dever que cada um tem para consigo mesmo. É certo que não deixam de ser caritativos. Dão de comer aos que têm fome e vestem os pobres. Mas as suas almas andam famintas e nuas. A coragem desaparecu da nossa raça. Ou talvez nunca a tivéssemos tido. O temor da sociedade, que é a base da moral, o temor de Deus, que é o segredo da religião- eis as duas coisas que governam. E, contudo.... se um homem devesse viver a sua vida em toda a plenitude, dar forma a todos os sentimentos, expressão a todos os pensamentos, realidade a todos os sonhos, creio que o mundo ganharia um novo impulso de alegria que nos levaria a esquecer todos os males do medievalismo e a regressar ao mundo helénico. Talvez mesmo a algo mais refinado e mais rico que o ideal helénico. Mas o mais ousado de todos nós teme-se a si mesmo. O selvagem mutilado que nós somos sobrevive tragicamente na auto-rejeição que frusta as nossas vidas. Somos punidos pelas nossas rejeições. Todo o impulso que esforçadamente asfixiamos fica a fermentar no nosso espirito e envenena-nos. O corpo peca uma vez, e mais não precisa, pois a acção é um processo de purificação."


Wilde, Oscar - O retrato de Dorian Gray, Colecção Novis, pg. 26

segunda-feira, setembro 17, 2007

As couves e o Jorge Palma


Foi muito bom..............
trautear Jorge Palma na relva, gritar "Jorge"...risos, embalar-me no "encosta-te a mim,
encontrar um amigo que há muito conhecia mas ainda não reconhecia e que tinha o mesmo sorriso rebelde que eu já tinha lido algures...
...e no finalzinho...sem que ninguém esperasse migalhas de pão de ló para mim, Jorge Palma e para a minha amiga Teresa...
Venham mais Porto Sound ! Foi uma noite cheia de surpresas boas

quarta-feira, setembro 05, 2007

Para a Teresa e a Sofia

Este video dedico-o às minhas amigas Teresa e Sofia. Ambas estão a abrir as asas para poisar noutro ninho, noutro recomeço, noutros sonhos. Tem sido dias de perdas para todas nós. É impossivel depois de tanta cumplicidade, tanta taralhoquice, tanta listas de tarefas, tantas lágrimas e tantos risos não ficar uma pontinha de tristeza nesta separação. A mim ainda não foram e já me fazem falta. A ambas desejo as melhores cores do mundo, os melhores sorrisos, os sonhos todos desejados e a caminho de serem concretizados. Esteja eu cá, em Espanha, na Ericeira ou no fim do mundo levo-vos no coração.Estarei cá para vocês sempre que precisarem.
Um xi coração mimalho meu
Marisa

domingo, agosto 05, 2007

Para vos deixar a pensar

"Façam das vossas acções o que falam...".Vale a pena pensar...se nos orgulhamos sempre do que dizemos,profetizamos,propomos?SOMOS todos diferentes mas deveriamos ter como IGUALDADE A DIGNIDADE HUMANA...

quarta-feira, julho 18, 2007

As coisas simples da vida...um pequeno inventário





Um pedaço de mim num dia sonharengo


Adoro:


rebentar bolas de sabão na banheira com os dedos dos pés


Piri-piri, caril, açafrão, incenso, queimador de óleos, reiki


Ouvir tocar jambé, viola, violoncelo, crescendos de violinos

Sol, Chuva, Granizo e Nevoeiro


Rir às gargalhadas até me doer a barriga


Rebentar a minha barragem interior e chorar horas a fio


Abraçar e sentir a energia do(a) outro(a)


Ler um bom livro e ficar a pairar na sua mensagem


Ouvir um bom cd e viajar no espaço e no tempo


Sentir pestanas na minha pele


O cheiro a Canela


Ver um bom filme que me deixa sem conseguir falar


Aprender na simplicidade do(s) outros e reinventar-me todos os dias com poesia


Sair do teatro cheia de energia e vontade de fazer o pino em pleno passeio


Viajar, contactar com outras culturas e aprender a ser mais tolerante


Dançar sozinha em casa até cair pró lado


Escrever e receber cartas....tenho que recultivar este hábito porque a preguiça às vezes é mais do que muita


Uma verdade nua e crua do que uma ilusão bem embrulhada


Os meus amigos, que estão lá sempre e que muito me ensinam e partilham


Respeitar a liberdade dos outros e a minha liberdade


Receber amigos em casa e organizar festas temáticas


Auto-estradas com poucos carros, o sol e o vento na face e sentir que a viagem não termina- que irei a conduzir até ao fim do mundo com um sorriso na face


Ser conduzida por quem conquista a minha confiança e me faz rodopiar no espaço com a leveza de uma borboleta


Adoro deslocar de avião, conversar de passagem nos comboios, dormir no embalo dos barcos, cantar muito alto no carro


Tocar com a magia das fadas e o riso de África a vida, os outros e sentir o eco de espalhar a magia


Andar a pé e ouvir as minhas musiquitas do mp3



Ver os meus amigos brilharem, crescerem, estarem muito felizes

Fazer anos e preparar com muito carinho esse ritual de passagem

Rituais, surpresas sejam dirigidas a mim ou preparar para outras pessoas
Escrever contos eróticos e profundamente "lamechas" e amorosos

Um bom vinho tinto...











Detesto:


Ser ansiosa e ser impaciente


Agressividade física seja em filmes, telejornal ou no passeio ao meu lado


Manipulação e falta de carácter


Moelas, Tripas, Figado e Canja


Heavy Metal ,Música Gótica e Raves


Falta de bondade e excesso de egocentrismo


Os dias em que gosto menos de mim


Um livro, um filme, uma música sem qualidade


Vulgaridade e falta de bom senso e subtileza


Que me emparedem, me deixem sem espaço para respirar


Estradas nacionais com camiões que me fazem medo e ultrapassagem que me põem o coração a 1400 kms/hora


Aterrar de avião e ficar a sentir me pequenina enquanto espero o som do trem de aterragem a poisar no chão


Falar sobre a vida dos outros numa perspectiva pequenina e voyerista


Quando a preguiça me impede de escrever, ler e sair da minha conchinha


Vento, Vendaval e Ventinho

Vodka, absinto e shots


Hoje apeteceu-me criar um inventário. Brincar aos espreita janela de mim mesma. Deixo-vos o desafio, se vos apetecer, de perderem uns minutinhos e deixarem aqui o vosso inventário.

quinta-feira, julho 12, 2007

Acorda menina linda- Jorge Palma

Dedicado à minha mana que é celta, com quem já muito partilhei, que me conhece bem e que sabe, que estou sempre com ela. Aquele abraço
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Anda ver que lindo presente
A aurora trouxe para te prendar
Uma coroa de brilhantes para iluminar
O teu cabelo revolto como o mar

Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer

Porque terras de sonho andaste
Que Mundo te recebeu
Que monstro te meteu medo
Que anjo te protegeu
Quem foi o menino que o teu coração prendeu ?
Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer

Anda a ver o gato vadio
À caça do pássaro cantor
Vem respirar o perfume
Das amendoeiras em flor
Salta da cama
Anda viver, meu amor

Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer

segunda-feira, julho 02, 2007

Porque é Mika

Porque a vida tem esta energia quando confiamos nela...

segunda-feira, junho 18, 2007

Pedro Barroso - Menina dos Olhos de Água

Esta música é o meu ideal de serenata..risos E hoje, num dia muito especial para mim...sou pior do que os putos...num dia que faço 33 anos..faço esta serenata a mim mesma...amo esta letra...faz-me viajar...

domingo, junho 17, 2007

Toca a olhar o céu !!!!

Foi mágico, foi bom. Muitas caras que me são queridas, muitas pessoas que fazem parte do meu caminho como pessoa. São os meus amigos, que me ensinam imenso, que me mostram novas formas de pensar a vida, que me abraçam "grátis" quando preciso e me sinto pequenina... a quem também me dou, de alma aberta e coração grande. No céu flutuava a leveza..nas costas a traquinice dos mais pequenos..é assim no Caçula em Bessa Leite, num dia especial...
E todos aqueles que não puderam ir estavam lá em pensamento...
Um xi elástico como uma pastilha e leve como uma bolita de sabão para os meus amigos que são uma segunda família mas escolhida por nós...





domingo, junho 10, 2007

O céu é o limite ou não?






Hoje ao acordar



era arquitecto.



Construi uma tão grande grua



que ao elevar nela um calhau



criei a lua.



Habitualmente, João- Animais Antigos- Editora Objecto Cardiaco, Colecção Aorta, nº 1, página 30

terça-feira, junho 05, 2007

Porque nem todos os dias são luz


Porque nem todos os dias são feitos de luz, hoje amei-me menos, aceitei-me menos e fui menos menos. Há dias assim, em que se perde o pé , em que as certezas são menores e o mundo nos parece mais cinza.
Nesses dias não vale a pena tentar dar, amar os outros porque a pouquinha luz que temos, o pedacinho de amor que guardamos mal chega para nos aquecer a alma....que fará chegar ao outro /aos outros.
São dias, ainda que ocasionais, mais sem graça, mais vazios, mais chorados. Mas também precisam de existir estes para depois tudo ter graça, mais cheio e mais risível.
O vazio encerra a aprendizagem do cheio
A tristeza a aprendizagem da alegria
A perda encerrra a antevisão do ganho
(...)
E tudo na vida funciona como o negativo de uma fotografia. Por vezes, escuro, indecifrável, para quando a nossa alma estiver preparada podermos revelar essa grande imagem. Essa grande fotografia de amor Incondicional, que tem que começar em nós mesmos.

segunda-feira, maio 28, 2007

Sobre alguém conhecido


Sobre alguém conhecido






Conheço alguém que mora numa gaiola, que está a aprender a voar de novo. A olhar as asas de novo, a perceber a textura das penas, a reencontrar a alma de pássaro e homem. Parece-me no timbre de voz, na franqueza com que assume as suas ideias e as suas fragilidades, alguém bonito. Para falarmos ao telefone tem que ficar sempre no mesmo sitio..e isso faz-me rir e sorrir. Nas conversas o tempo voa e sinto que se partilham e contra-argumentam-se valores mas também fragilidades. Nas conversas sobre o Uzo, o Cavaleiro, As leis de Murphy, a inteligência emocional, as sinapses cerebrais criam um o espaço com outras dimensões. No entanto, ele não pode sair da fresta da janela, senão engaiola-se..Risos.



E pela primeira vez na vida alguém me mostrou a importância do chão pegajoso versus bolas de sabão. E isso faz me sorrir.



Quando falamos com alguém temos medo que não nos aceitem. Como se da aceitação do outro viesse a confirmação do nosso valor. E nós somos o que somos independentemente da aceitação. Talvez as pessoas que não nos aceitem nos façam um favor: deixar espaço aberto para conhecermos as que nos aceitam ou pelo menos aquelas que tem a alma aberta para se conhecerem.



Talvez até nem seja tão importante que nos aceitem. Precisamos é de nos aceitar. Talvez não seja tão importante a quem amar, precisamos é de nos amar a nós mesmo para poder aceitar de alma aberta as pessoas que pela nossa vida passam para mostrar outros prismas, outras opiniões, outras formas de estar e de ser.



Estou deserta que essa pessoa se começe a amar a si mesma porque, do poucochinho que conheço, me parece ter muitas razões para isso. Apesar de eu em nada poder contribuir para isso, torço para que isso aconteça, que encontre mil e um motivos para se achar bem consigo
mesmo.
O tempo é fantástico para os caminhos dos ermitas.

domingo, maio 20, 2007

A Animação saiu à rua

Uma sugestão de lazer...


O frio era imenso mas valeu a pena tentar perfurá-lo. Eram centenas de pessoas na rua e a criatividade sentia-se omnipotente. Desde palhaços Italianos que tinham saltado de um filme do Felini; animações com fogo; desfiles de noivas na rua; juntas de bois que puxavam um mastro enorme; música arábe e tantas tantas coisas que só com um par de olhos eram impossiveis de sorver porque aconteciam em simultâneo em vários espaços de Santa Maria da Feira. O riso, as gargalhadas e os olhares esbugalhados passeavam nas ruas na esperança de que o tempo fosse relativo e a animação se prolongasse nas reticências das horas. Também houve espaço para pipocas quentinhas com pouco corante...cumplicidades de amigos...risos
Deixo-vos o link para poderem explorar esta iniciativa. Pode ser que no próximo ano vos tenha conseguido abrir o apetite e venham também comnosco.


http://www.imaginarius.pt/

quinta-feira, maio 17, 2007

Um pedaço de mim hoje...sem referências



Muitos pensarão que é preciso mentir, jogar, iludir, manipular para serem aceites. Existe a crença na sedução que o olhar doce e firme, as palavras certas, a personagem bem criada abrirão as portas da intimidade e da popularidade de cada um. Não posso estar mais em desacordo, até porque, o tempo é o nosso melhor amigo. Nenhuma personagem dura sempre, nenhum jogador consegue estar sempre atento ao seu registo. Um dia, ao acaso, sem querer,o verniz estala e mostra o seu verdadeiro interior. Parte triste da história? A ausência de entrega, de autenticidade e da verdadeira construção de pontes de intimidade entre si e o outro. E não falo só no amor. No amor e na amizade há quem idealize as suas relações como jogos de xadrez, alternando estratégias de avanços e recuos consoante o adversário que se lhes depara. Acerta pequenos detalhes em função da inteligência do "suposto" adversário. E coloca-se a questão: porquê ver as relações e a vida como um jogo? Porque a exposição, a intimidade, o medo de deixar alguém entrar no interior e expor-se é GIGANTE. Porque é GIGANTE O MEDO DE NÃO SER ACEITE. Porque é notória a aposta no EGO E NÃO NA AUTO ESTIMA. Porque os outros aparecem como INSTRUMENTOS e não como COMPLEMENTOS.

Mas a parte bela das relações é essa mesmo : alguém ser nosso (a) amigo(a) , namorado (a) sendo como somos. Com dias bons e outros nem por isso. Com dias de choro imenso e com dias de gargalhadas borboletas, com manhãs a precisar de um xi coração e noites a dar uma força gigante. Porque a autenticidade, o respeito, a descoberta são os maiores tesouros que daqui, do plano terreno podemos levar. Deixo-vos também esta pergunta para pensarem:

- Não temos todos paisagens, desportos, danças, livros, músicas, filmes, conversas, teatros interessantes para colhermos? Porque é que uns preferem crescer, encontrar-se cada vez mais consigo mesmos e depois partilhar e outros preferem dissimular, jogar ou vitimizar-se como se as oportunidades fossem diferentes?

Toda e qualquer relação para mim só faz sentido de coração e alma aberta. Em que se exponham medos, inseguranças e tesouros para fazermos de nós e dos outros melhores. Não importa sermos diferentes, importa é sermos autênticos. Mas essa intimidade é demorada, construida e nunca instantânea. Porque jogo por jogo, ego por ego é volátil e rapidamente acaba, transformando supostas pontes em precipicios !!!!

terça-feira, maio 15, 2007

Todos nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de todos nós

Para pensarmos e comentarmos... uma experiência sociológica e artística


Numa experiência inédita, Joshua Bell, um dos mais famosos violinistas do Mundo, tocou incógnito durante 45 minutos, numa estação de metro de Washington, de manhã, em hora de ponta, despertando pouca ou nenhuma atenção. A provocatória iniciativa foi da responsabilidade do jornal "Washington Post", que pretendeu lançar um debate sobre arte, beleza e contextos. Ninguém reparou também que o violinista tocava com um Stradivarius de 1713 - que vale 3,5 milhões de dólares.

http://www.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw


Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam 100 dólares, mas na estação de metro foi ostensivamente ignorado pela maioria.
A excepção foram as crianças, que, inevitavelmente, e perante a oposição do pai ou da mãe, queriam parar para escutar Bell, algo que, diz o jornal, indicará que todos nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de todos nós.
"Foi estranho ser ignorado"Bell, que é uma espécie de 'sex symbol' da clássica, vestido de jeans, t-shirt e boné de basebol, interpretou "Chaconne", de Bach, que é, na sua opinião, "uma das maiores peças musicais de sempre, mas também um dos grandes sucessos da história". Executou ainda "Ave Maria", de Schubert, e "Estrellita", de Manuel Ponce - mas a indiferença foi quase total. Esse facto, aparentemente, não impressionou os utentes do metro. "Foi uma sensação muito estranha ver que as pessoas me ignoravam", disse Bell, habituado ao aplauso.

"Num concerto, fico irritado se alguém tosse ou se um telemóvel toca. Mas no metro as minhas expectativas diminuíram. Fiquei agradecido pelo mí­nimo reconhecimento, mesmo um simples olhar", acrescentou.

O sucedido motiva o debate foi este um caso de "pérolas a porcos"?

É a beleza um facto objectivo que se pode medir ou tão-só uma opinião? Mark Leitahuse, director da Galeria Nacional de Arte, não surpreende: "A arte tem de estar em contexto". E dá um exemplo: "Se tirarmos uma pintura famosa de um museu e a colocarmos num restaurante, ninguém a notará". Para outros, como o escritor John Lane, a experiência indica a "perda da capacidade de se apreciar a beleza". O escritor disse ao "Washington Post" que isto não significa que "as pessoas não tenham a capacidade de compreender a beleza, mas sim que ela deixou de ser relevante".

domingo, maio 13, 2007

Sunset - Nitin Sawhney

Esta música faz me viajar com a mente. O melhor albúm para mim é Beyond the Skin

sábado, maio 12, 2007

Hable con ella de Pedro Almodovar

Este fim de semana ofereceram-me este filme.Já o vi há muito tempo e reve-lo vai ser um magnifico.Um verdadeiro banho de alma. As imagens são poderosas, a música sublime, o enredo apaixonante. Neste filme misturam-se paixões, música, arte, dança e uma sensibilidade de cortar a respiração. Ficam com este pedacinho para vos poder abrir a curiosidade de o verem...

terça-feira, maio 08, 2007

O Cavaleiro da Aramadura Enferrujada

Mais um livro simples e sábio que me apetece partilhar contigo....ou no plural

" -Mas não tenho tanto medo quanto costumava ter - declarou o cavaleiro.

- Se é como dizes, então liberta-te, e confia - disse Sam.

- Confio em quem? - retorquiu impetuosamente.Não queria saber mais da filosofia de Sam.

- Não é em quem- Sam replicou- não é um quem mas um quê!

-Um "quê"? - interrogou o cavaleiro

-Sim-confirmou Sam. - Um quê, a vida, a força, o universo, deus, o que quiseres chamar-lhe.

O cavaleiro espreitou por cima do ombro para o abismo, aparentemente sem fim, que se estendia abaixo de si.

- Liberta-te-murmurou Sam insistentemente.

O cavaleiro não parecia ter escolha. estava a perder as forças rapidamente e o sangue gotejava das pontas dos seus dedos que o prendiam à pedra. Acreditando que iria morrer, o cavaleiro soltou-se e mergulhou nas infinitas profundezas das suas memórias.

Relembrou todas as coisas na sua vida, pelas quais atribuira culpas à sua mãe, ao seu pai, aos seus professores, à sua mulher, ao seu filho, aos seus amigos e a todas as outras pessoas. À medida que se agundava no vazio, libertou-se de todos os julgamentos que fizera contra eles.

Caía cada vez mais depressa, estonteado, enquanto a sua mente descia até ao coração. depois, pela primeira vez, viu a sua vida com clareza, sem julgamentos nem desculpas. Nesse instante aceitou a responsabilidade total pela sua vida, pela influência que as pessoas tinham tido nela e pelos contecimentos que lhe tinham dado forma.

A partir deste momento, não voltaria a responsabilizar ninguém senão ele próprio pelo erros cometidos e pelas desventuras que o atingissem. O reconhecimento de que ele era causa, e não efeito, deu-lhe uma nova sensação de poder. Deixara de sentir medo."

Fisher, Robert- O cavaleiro da Armadura enferrujada, pg 69, 70, Editorial Presença, 2006

sábado, abril 28, 2007

Abraços Grátis

sexta-feira, abril 27, 2007

Abraços Grátis Portugal (Porto)

Quem me conhece sabe que eu adoraria ter estado aqui. Neste mar de gente a distribuir ternura.Soube estava longe mas acho a iniciativa deliciosa. Espalhar mimos como quem espalha milho ás pombas. Cá em casa já inauguramos a semana dos mimos. Fiquem bem e um ENORME XI CORAÇÃO PARA TODOS

domingo, abril 22, 2007

Gosto...

...Da forma como faz beicinho, das imagens do video. Tudo respira força, loucura, cores, energia, luz.
Descobri esta pérola por acaso num churrasco entre amigos.Valeu

sábado, abril 21, 2007

Um caminho mágico

Um caminho

A quem procura colinho, um xi enorme, risos cúmplices nesta múltidão anónima, apenas posso deixar uma ideia. A mesma pela qual me guio.
Mimem-se muito, riam comvosco mesmos todos os dias, sejam o espelho do que procuram...assim será mais fácil quando aparecer um "Rei" poder identificar-se nessa força, coragem e autenticidade. Não procurem buracos negros de energia.Procurem esse amor imenso dentro de cada um ...o eco virá quando assim tiver que acontecer.
Há poucos " Reis" e "Rainhas" mas existirão sempre pessoas que acreditarão nos afectos, na indepêndencia, no amor próprio e na autenticidade. Não desistam dos vossos sonhos.São o motor das ideias e do caminho que temos que percorrer

Beijinhos com limalha de pó de sol...Risos..Era o que me apetecia oferecer hoje...
Sininho

quarta-feira, abril 18, 2007


FADAS


" O duplo par de asas é toda uma simbologia da sua missão. É que voar na dimensão dupla requer destreza, habilidade suprema e recursos excelentes. As fadas hão-de restituir-nos os nossos privilégios e, ao mesmo tempo, hão-de lutar contra a escuridão que o nosso materialismo teceu à volta dos nossos corações: por isso precisam do seu "par" de asas. A escuridão sem a luz não é nada. A noite sem o dia não existe. A doença se, a saúde, o humano sem o divino, o nascimento serm o fim, o fim sem o princípio, o masculino sem o feminino, a perda sem o ganho...não são possíveis. Por conseguinte, as fadas possuem um duplo par de asas para nos recordar a dualidade da exixtência, a dupla oportunidade, a dupla natureza, a união dos opostos, a sinergia de um duplo par de asas... (...)"
Forner, Rosetta- Contos de Fadas Para Aprender a Viver- 2005, pag 13, Editora Pergaminho

domingo, abril 08, 2007

A ternura da Cumplicidade

Esta música mora na minha alma há anos.Finalmente encontrei o video que faz juz à beleza da melodia

Um golpe de sorte













A vida às vezes é assim: bafeja-nos com livros
que são um verdadeiro achado e que nos abrem a
alma com luz, sabedoria e vontade avassaladora
de sermos cada vez mais iguais a nós próprios...


O Título é poderoso e de riso fácil, o conteúdo delicioso...



A Rainha que mandou à fava o cavaleiro de Armadura Oxidada

" Infelizmente há pessoas que acendem faíscas atrás de faíscas, mas nunca provocam a chama. Porquê? Simplesmente porque gostam do efeito faísca, procuram adrenalina que ela produz, pois fá-las esquecer por um momento a sua realidade interior - vazio, solidão, pânico de amar, medo do abandono, medo de que deixem de ser amadas, desvalorização. Enquanto estiverem sob o efeito da droga que é a adrenalina, estas pessoas ficarão viciadas nas faíscas iniciais das relações, pois é uma droga que tem um efeito potente. Uma vez passado o efeito-faísca, vão querer mais. E, regra geral, isso não costuma dar-se outra vez com a mesma pessoa, mas com alguém desconhecido, a quem não estão ligadas por qualquer laço afectivo e com quem possa surgir uma nova faísca. Sem laços afectivos não há compromisso, e sem compromisso não há medo."


Partilho com vocês só este pedacinho mas a mim este livro que li em 2 horas encheu me a alma de confetis, aro-iris e bolas de sabão. Fui um sopro de alma muito poderoso.Bem haja

Forner, Rosetta - A Rainha que mandou à Fava o Cavaleiro de Aramadura Oxidada-2005, pag.181, Editora Pergaminho




segunda-feira, abril 02, 2007

Belissimo

Cumplicidade única.Poesia viva da palavra, expressão corporal AUTÊNTICA. A mim faz me crescer mirtilos na boca