
Ante o frio,
faz com o coração
o contrário do que fazes com o corpo:
despe-o.
Quanto mais nú,
mais ele encontrará
o único agasalho possível
- um outro coração.
Conselho do Avô
A Chuva Pasmada - Mia Couto





Tomar uma decisão é sempre difícil. No meu caso particular perco-me muitas vezes em ansiedade a ponderar as infinitas possibilidades das perdas e ganhos.




Fernando Pessoa, para mim, foi e é, um génio literário e do mundo sensível. Alberto Caeiro, um dos seus heterónimos, é um homem da terra, comtemplativo, fluído e sempre no momento presente. É uma lição de paciência para com a vida, da aprendizagem essencial de eliminar as expectativas , do SER actual.


Este video dedico-o às minhas amigas Teresa e Sofia. Ambas estão a abrir as asas para poisar noutro ninho, noutro recomeço, noutros sonhos. Tem sido dias de perdas para todas nós. É impossivel depois de tanta cumplicidade, tanta taralhoquice, tanta listas de tarefas, tantas lágrimas e tantos risos não ficar uma pontinha de tristeza nesta separação. A mim ainda não foram e já me fazem falta. A ambas desejo as melhores cores do mundo, os melhores sorrisos, os sonhos todos desejados e a caminho de serem concretizados. Esteja eu cá, em Espanha, na Ericeira ou no fim do mundo levo-vos no coração.Estarei cá para vocês sempre que precisarem.
Um xi coração mimalho meu
Marisa
"Façam das vossas acções o que falam...".Vale a pena pensar...se nos orgulhamos sempre do que dizemos,profetizamos,propomos?SOMOS todos diferentes mas deveriamos ter como IGUALDADE A DIGNIDADE HUMANA...

Esta música é o meu ideal de serenata..risos E hoje, num dia muito especial para mim...sou pior do que os putos...num dia que faço 33 anos..faço esta serenata a mim mesma...amo esta letra...faz-me viajar...


Esta música faz me viajar com a mente. O melhor albúm para mim é Beyond the Skin
Este fim de semana ofereceram-me este filme.Já o vi há muito tempo e reve-lo vai ser um magnifico.Um verdadeiro banho de alma. As imagens são poderosas, a música sublime, o enredo apaixonante. Neste filme misturam-se paixões, música, arte, dança e uma sensibilidade de cortar a respiração. Ficam com este pedacinho para vos poder abrir a curiosidade de o verem...
Mais um livro simples e sábio que me apetece partilhar contigo....ou no plural
" -Mas não tenho tanto medo quanto costumava ter - declarou o cavaleiro.
- Se é como dizes, então liberta-te, e confia - disse Sam.
- Confio em quem? - retorquiu impetuosamente.Não queria saber mais da filosofia de Sam.
- Não é em quem- Sam replicou- não é um quem mas um quê!
-Um "quê"? - interrogou o cavaleiro
-Sim-confirmou Sam. - Um quê, a vida, a força, o universo, deus, o que quiseres chamar-lhe.
O cavaleiro espreitou por cima do ombro para o abismo, aparentemente sem fim, que se estendia abaixo de si.
- Liberta-te-murmurou Sam insistentemente.
O cavaleiro não parecia ter escolha. estava a perder as forças rapidamente e o sangue gotejava das pontas dos seus dedos que o prendiam à pedra. Acreditando que iria morrer, o cavaleiro soltou-se e mergulhou nas infinitas profundezas das suas memórias.
Relembrou todas as coisas na sua vida, pelas quais atribuira culpas à sua mãe, ao seu pai, aos seus professores, à sua mulher, ao seu filho, aos seus amigos e a todas as outras pessoas. À medida que se agundava no vazio, libertou-se de todos os julgamentos que fizera contra eles.
Caía cada vez mais depressa, estonteado, enquanto a sua mente descia até ao coração. depois, pela primeira vez, viu a sua vida com clareza, sem julgamentos nem desculpas. Nesse instante aceitou a responsabilidade total pela sua vida, pela influência que as pessoas tinham tido nela e pelos contecimentos que lhe tinham dado forma.
A partir deste momento, não voltaria a responsabilizar ninguém senão ele próprio pelo erros cometidos e pelas desventuras que o atingissem. O reconhecimento de que ele era causa, e não efeito, deu-lhe uma nova sensação de poder. Deixara de sentir medo."
Fisher, Robert- O cavaleiro da Armadura enferrujada, pg 69, 70, Editorial Presença, 2006
Quem me conhece sabe que eu adoraria ter estado aqui. Neste mar de gente a distribuir ternura.Soube estava longe mas acho a iniciativa deliciosa. Espalhar mimos como quem espalha milho ás pombas. Cá em casa já inauguramos a semana dos mimos. Fiquem bem e um ENORME XI CORAÇÃO PARA TODOS
...Da forma como faz beicinho, das imagens do video. Tudo respira força, loucura, cores, energia, luz.
Descobri esta pérola por acaso num churrasco entre amigos.Valeu

Esta música mora na minha alma há anos.Finalmente encontrei o video que faz juz à beleza da melodia

Cumplicidade única.Poesia viva da palavra, expressão corporal AUTÊNTICA. A mim faz me crescer mirtilos na boca


Duas passagens de uma beleza que me deixam zonza e maravilhada
" Sabes perfeitamente que essa calma não vai durar muito. Assim como sabes que as feras insaciáveis não te dão tréguas, perseguindo-te estejas tu onde estiveres.(...)
Tens medo da tua imaginação. E ainda mais dos teus sonhos. Medo da responsabilidade que começa nos sonhos. Mas precisas de dormir, e com o sono vêm os sonhos. Quando estás acordado, sempre podes suprimir a imaginação. Mas não podes eliminar os sonhos."
" -Não te importas que te imagine nua?
Sakura interrompe o que está a fazer com as mãos e olha-me nos olhos.
- Queres imaginar o meu corpo nu enquanto eu te faço isto?
- Sim.Tenho estado a evitar que isso aconteça, mas não consigo.
- A sério!
- Não é uma coisa que se desligue propriamente como se desliga a televisão.
Ela ri-se.
-Não percebo. devias ter guardado isso só para ti! Podes imaginar o que te apetecer.Não precisas da minha autorização para isso. Como é que posso saber o que te vai na cabeça?
- É mais forte do que eu. Acho que o acto de imaginar é qualquer coisa de extramamente importante, por isso achei melhor dizer-te. Não tem nada que ver com o facto de saberes ou não.
- Que rapazinho bem educado tu me saíste- exclama ela, impressionada.- É querido da tua parte, dares-me conhecimento disso. Tudo bem, tens a minha autorização. Podes imaginar-me nua à vontade.
- Obrigado- digo eu.
- Agora conta-me. Tenho um corpo bonito?
- Espantoso.
(...)
Murakami, Haruki- Kafka à beira -mar, 2002
O Natal de um rouxinol mergulhado em formol