sábado, abril 30, 2016

Depois de um largo período de ausência, decidi regressar!

Aqui fica uma dança tradicional timorense:

https://www.youtube.com/watch?v=N9t7VgpL-B4

Porque dançar é comunicar, independentemente da língua !

quarta-feira, novembro 28, 2012

Dazkarieh - Olhos de Maré

                                                 Uma letra sublime :)

quinta-feira, fevereiro 23, 2012


A diferença carrega-se como casca de caracol ou uma hérnia discal incómoda.

Nem sempre é opção. Por vezes, já se nasce assim!

Na igualdade os sentidos entorpecem e, na vaga de cada onda, nem precisamos reflectir o porquê. Embalam-nos as ideias que pensam por nós, os valores ditados e os conselhos religiosamente divulgados.

Na diferença não. Não há mar, apenas terra firme e seca. Falta o ombro de mais um e outro que nos consola, que nos abstrai de pensar e repensar o porquê.

Meu pai costuma dizer: o mundo não é dos idealistas - é dos oportunistas!


Ideias são para os poetas, os músicos, os actores.

Para esses são o motor de criação que, apesar de partir da realidade, transcende-a no desejo de mudança.

Os artistas e idealistas serão sempre desajustados da média, da estatística, dos grandes jogos de poder.

Cabe-lhes o legado de alimentar o lado onírico da vida, de espicaçar a raça humana a ver para além do metal, da fibra do vidro.

Têm o papel mediúnico de criar pontes entre o visível e o invisível.

Dali, quando pintava, não podia apenas estar neste plano terrestre. Ai não colheria a inspiração necessária. Via para além, construía elefantes com pernas gigantes e romãs voadoras.

Fernando Pessoa quando escrevia transfigurava-se para além do escriturário de horários rígidos e uma paixão falhada por Ofélia. descrevia rebanhos, paixões, dilemas humanos que transcendiam o parapeito da sua rua.

Os artistas legam-nos uma humanidade trabalhada. Emprestam-nos o seu tempo, a sua criatividade para que possamos ver, ouvir, descobrir através de outros olhares. Para que possamos ser nós e mais um pedaço e mais um e mais um.

Cada um de nós é uma infinito de probabilidades, de histórias, de sons e imagens.


Quando lemos Pessoa , por vezes, sentimos a Ofelia a respirar-nos ao ouvido.

Nos filmes do Woody Allen, sentimo-nos taralhoucos como ele, bem perto sempre da ruptura.

A arte cria pontes entre o visível e o invisível e convida-nos a atravessar!!!!!

Nunca se chega igual à outra margem!!!

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Coaching



Coaching, empowerment e liderança de equipas!

Nos últimos tempos foi a formação que fiz que mais ferramentas me trouxe para provocar mudanças no meu dia a dia.

Agora quero ler mais e muito acerca desta área. Focar-me para poder ainda mudar mais e melhor

" Querer é poder " - num plano de acção focado, alinhado e disciplinado

Carpe Diem

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Da papoila para o vento


Hoje...só de ter tido um breve eco teu no telemóvel, toda a minha alma estremeceu.

Chorei, chorei muito as saudades que ainda sinto da pessoa especial que és!

A tua doçura e sensibilidade fez-me chorar...não por ti mas por mim!

Pelo reencontro agridoce com a minha sensibilidade

Beijinhos para ti e tudo de bom

quarta-feira, novembro 09, 2011

Barrela

Fiz barrela à casa e à alma....

Hoje senti mesmo necessidade de organizar o espaço à minha volta...

É engraçado que eu, que sou ou era desorganizada, cada vez mais, sinto necessidade de ter um espaço harmonioso e cuidado à minha volta...

A idade é soberba...

sábado, outubro 29, 2011

Obrigada

Obrigada Alexandre pela tua passagem na minha vida.

Pelo brilho fusco da tua mota, do teu sorriso, do teu ar ataralhocado entre o sentado e o levantar, pela viagem à Ericeira.

Existem pessoas que passam pela nosso vida para nos reajustar face a outras.
Esta semana fiz as pazes contigo!

Tudo mas tudo de bom

:) beijinhos meu doce taralhouco!

domingo, setembro 25, 2011

Que bom

Sentir chuva na cara
Abraçar longo
Acreditar em projectos
Rir a bandeiras despregadas
Calçar umas meias quentinhas
Tocar em pão quente
Receber a visita de um amigo
Saborear uma sopa feita pela mãe


Que bom...somos uns sortudos...temos tantos momentos bons para usufruir...

Beijinhos

terça-feira, março 01, 2011

Perto da meta final

Estou muito, muito, muito cansada.

Este cansaço é a mistura de adrenalina da proximidade do final de entrega, com o sentir o tempo a passar ferozmente ! Também entra na equação o corpo e a alma que pedem tréguas. Pausas, viagens, cinema, teatro, mar, música, tertúlias. Todo o meu Eu me pede ócio criativo!

E, de forma constante, ao longo destes dois anos, digo ao Corpo e à Alma: é só mais um pouco! Estamos quase a chegar....

E é mesmo....está quase!

Só mais um esforço final e, para lá do bojador, existe tempo livre e disponibilidade interior!

sábado, fevereiro 12, 2011

Casulo ou borboleta


Em muitas situações fiquei quieta no meu casulo. O casulo da minha independência, do meu sentido prático, da minha quietude. ~
Pressinto ferozmente que 2011 será o ano dos grandes voos. Dos grandes projectos,das grandes inquietudes. Voar dá vertigem, abana-nos os horizontes, faz-nos recalcular o GPS interior mas em contrapartida, redimensiona-nos face à vida, às pessoas, aos lugares e sentidos.

Apetece-me abraçar a alma de borboleta, de mudança. Apetece-me ser, correndo riscos interiores que me façam , cada vez mais, a versão mais plena de mim própria!!!

beijinhos e abraços

quarta-feira, dezembro 29, 2010

José e Pilar - Trailer Oficial Portugal



De uma beleza que esmaga e quase asfixia de tão forte. De uma poesia cadenciada e arrítmica como a subida à Montanha Branca. Do gesto breve e indelével de José e Pilar.
Um filme que aconselho vivamente mas " Vê-lo pode abalar ferozmente a sua saúde".
Como dizia José Saramago " Se vocês fossem menos eu até podia chorar mas são tantos que nem chorar posso!"
José e Pilar - inenarrável !

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Chuva suspensa


Ando outra vez a borboletar na minha vida!


E sabe me bem as gargalhadas, as tertúlias, os devaneios. Os sonhos, os projectos, o novo ano que se aproxima!


Voltei às minhas bolas de sabão, à minha sede de poesia, aos longos silêncios onde germinam sorrisos e ideias.


Acredito de novo na chuva suspensa, no arco-iris, no poder do não visivel, no pão quente, nos abraços, no branco das paredes nuas.


Acredito,


simplesmente acredito!

domingo, dezembro 19, 2010

Um dia para esquecer


Há dias complicados!!! Muito complicados. Este foi um deles...


Estou exausta, triste e cansada e sei que escrever vai aliviar-me um pouco!


Já chorei, já calei...porque tu em mim é vivido forte, intensamente. Não sei de que massa sou feita mas, às vezes gostava de ir a lume brando, suave. Mas não, na alegria e na dor sinto-me ora fogueira acesa ora caudal de barragem. Nada é ténue, suave, tranquilo. As emoções assaltam-me, de forma violenta, e nas piores alturas, perco o pé e não consigo tomar rédea.


Estava tudo aparentemente tão organizado! Mas não! De repente, tudo, senhorio, fogão, porta, assaltos e afins tudo começa a parecer complicado, com muito desgaste, muito impasses e muito stress. Demasiado stress, demasiado cansaço e o corpo e alma começam a dar sinais.


Para variar, chorei ( como já não chorava há muito tempo). Chorei muito de stress, de nervos, de impaciência.... Por momentos senti-me só com uma asa...como aqueles quadros pirosos da " lágrima do menino". Desamparada, cansada, extenuada, com vontade de permanecer quieta, num canto, sossegada e sentir um abraço forte que me insuflasse de energia....


Há alturas em que é dificil ser-se Tão forte! Acho que não me dou a mim própria o privilégio de poder estar frágil, de ficar quieta, de apenas receber...


Tenho que me repensar. Hoje o cosmos deu-me uma série de lições de rajada para Parar e Pensar... Desacelerar e receber deve ser o Mote. Digo eu !

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Um novo ninho


Mudança de casa numa semana....brutal! Diria que mais rápido é impossivel...

É ampla e , para mim que sempre gostei de amplitude de espaço, confesso que me acalma.


Mais uma vez tive que rever as minhas tralhas! Coisas que não uso, que fui acumulando como recordações e que deixaram de fazer sentido. Dei coisas, muitas coisas. Quanto mais dou mais me apetece dar. Em versão extrema ficar só com uma cama, uma mesa, um tacho...enfim! Dos livros, filmes e música é que me é mais dificil separar.


O Natal já chegou e, tenho estado de tal forma absorvida em trabalho que, quase não dei pela chegada.


Tem-me apetecido escutar e escrever. É engraçado como o espaço da biblioteca se tem transformado num espaço de confissão. Todos, adultos e crianças, o procuram para desabafar, contar, relaxar.

Cada vez mais entendo que no fundo, a Humanidade quer, em última estância dois pequenos Grandes Nadas: ser escutado e ser amado. Por isso, nos últimos tempos, tenho escutado, escutado, escutado. Porque em cada vós que ouço é a mim própria que escuto. As ânsias, medos, desejos, desafios são ( salvo as nuances de cada um em particular) as mesmas.

Existe em mim uma vontade Imensa de escutar ! Acredito que há medida que existe maior disponiblidade para os outros aumenta , por reflexo, uma maior percepção de nós próprios.


Podia cair neve lá fora, podia ouvir jazz na rua, podia.... mas não! Fazes-me falta!

Como diz alguém que conheço: " Tudo tem um prazo! "
E existem pessoas que partem e chegam e deixam sempre bocados de história por preencher. Como os andarilhos, como os poetas, como os sós no meio da multidão.
Gostava de não sentir a tua falta mas, volta e meia, ela aparece como uma sombra. Depois levanta voo e volto a ficar em paz. Talvez a paz, a felicidade e a serenidade sejam isto...ausência, presença, lentidão, veloz....
Tudo tem um prazo, tudo tem um prazo, tudo tem um prazo.....




sábado, outubro 30, 2010

Obrigada

Sinto que sou uma sortuda. Com todas as luzes e sombras que premeiam a minha vida, tenho sorte!
Sempre tive amigos que estiveram lá e que, com um simples olhar, me revelam a alma.
Amei e fui amada, num carrossel de energia! Mesmo com os tropeções e atropelos, cada um fez o melhor que podia, com a sabedoria que tinha na altura.
Existem pessoas a quem o meu pensamento recorre muitas vezes. Como estarão? Em que pessoas se transformaram?
Faço, como no filme Orar, Comer e Amar ( não que seja um excelente filme, de todo) mas duas passagens marcaram-me:
A primeira quando a personagem principal diz sentir falta do "amado" e a aconselham: lembra-te, sofre e envia-lhe muita luz e amor. O tempo encarrega-se do pensamento.
A segunda, quando descobre a sua palavra: "
Tradução do português para italiano "attraversamento" ( não é bem esta tinha mais iiiis) mas gostei da ideia de não saltar do barco, de desiquilibrar e atravessar na mesma.
Obrigada por fazerem parte do meu barco.
Atravessamos??

quarta-feira, outubro 27, 2010

Gosto simplesmente gosto




das crianças que querem à viva força serem acessoras de biblioteca!!! Que o fazem com "um brilhozinho nos olhos".

Gosto de espalhar " supercalifragilusespiralidosus" na ante câmara das histórias.

Gosto de imaginar que antes de Março termino o mestrado.

Gosto de viver no Porto e sentir o pulsar da cidade...

Gosto desta sensação crescente de paz, de aceitação perante o dia a dia.


Gosto simplesmente gosto

quarta-feira, outubro 20, 2010

Professora Bibliotecária

Estou a adorar trabalhar em bibliotecas. É engraçado ver a cara dos miúdos felizes a ouvirem uma história, o seu entusiasmo a requisitar um livro.
Gosto.
Há que manter a alma viva, com novas desafios e sonhos, para nunca perdermos a energia de valer a pena

quarta-feira, agosto 11, 2010

Andanças

Mais um ano de Andanças...

Novidade este ano : encontros do umbigo...excelente !
AMEI

Tive pena de não ir ao festival Bioritmos a Baião, mas nas festas lá estarei.

Pelo caminho ainda há Belos Sons em Tomar...

Quem dança seus males espanta...e é bem verdade

sábado, junho 19, 2010

Parabêns a mim



Adoro festejar o meu aniversário mas este ano foi especialmente mágico. Porque trabalho com pessoas muito sensiveis e atentas, tive direito a 30 miúdos de frascos de bolas de sabão na mão e a uma chuva torrencial de bolas de sabão em pleno recreio do Jardim.
Foi muito bom ! Mágico e melhor que tudo? Foi espontáneo e nada esperado.
Cada vez acredito mais que a ausência de expectativas torna cada momento mágico e sublime.
Obrigada a todos
P.S. Ontem foi um dia mágico, hoje será uma noite em aberto. Será mágica ? Sublime? Espero que sim mas o que vir que venha por bem e cá estarei para receber
Um abraço e façam o favor de SEREM MUITO MUITO FELIZES... A vida é breve demais

terça-feira, junho 01, 2010

Que bom...


Finalmente começo a perceber o que é Compaixão! E esta questão sempre me desassossegou muito...

Compaixão é sentir Amor, Amor, Amor e uma enorme paz, quase independentemente dos percalços nossos ou alheios. É uma infinita capacidade de dar em paz, um infinito desapego do ego, ou seja, do que pensam a nosso respeito, do que somos efectivamente. Uma folha que cai docemente no Outono..

E dá paz, muita paz porque todo o lixo mental ( inseguranças, ataques violentos, más apreciações) deixam de ter impacto. Somos quentes nem que chova todo o dia...


Tenho sentido um pouquinho desta sensação e procuro todos os dias alimentá-la nas mais diversas situações...
É TÃO BOM....

sábado, maio 08, 2010

Diferença versus Diferenças


“- A Mara é orelhuda!
- Mãe, tu achas que eu sou orelhuda?
- Não, filha. Tens é orelhas de borboleta.
- E como são as orelhas de borboleta?
- São orelhas que revoluteiam na cabeça e pintam as coisas feias de mil cores.”
É uma história PARA CRIANÇAS. Mágica, poética, PODEROSA.
Nesta história revisitamos o poder da crítica, da rejeição, do abandono. Mara tem orelhas de borboleta, ou seja, cada vez que é "atacada", pinta com criatividade as coisas feias de mil cores.
« – A Mara tem uma meia rota !
- Não, não! Tenho é um dedo curioso.»
Ao lê-la aos meus pequenotes não pude deixar de sorrir. Pelo medo que a diferença gera, pela massificação tranquila das imagens, pela falta que a criatividade faz aos adultos.
Ora bem, lembro-me também da publicidade da Dove:- quantas velhinhas poderão chorar em casa as suas rugas, achando-se feias e sem graça ? Mas as rugas serão poéticas para alguém que as olhe com ternura e graça para a experiência de vida que ali está!
Quantos carecas tem complexos, compram capachinhos e sentir-se-iam muito mais felizes "se" tivessem cabelo? Quantas mulheres se sentem miseráveis porque apenas medem 1, 50 e seriam muito mais auto-confiantes se tivessem 1, 80 de altura?
Pois é, o problema é mesmo o "SE". Se eu fosse assim, se aquele fosse assado, se todos fossemos cozido e grelhado!!!!! Mas não somos, somos o todo sem os "se"!
Somos estupidamente interessantes e únicos porque somos o somatório de tudo sem "SE" !
E é essa a lição mágica de Mara é que sem "SE" e com o aqui e agora, possamos AMARMO-Nos Incondicionalmente.
Aqui, Agora e Já se eu fosse uma metáfora seria assim
Essa miúda é uma fogueira
Acende as noites em qualquer lugar

terça-feira, março 02, 2010

Círculo de energia





Ao longo dos dias ouço milhares de queixas! E confesso que cada vez mais sou alérgica a queixar-me e ouvir queixas.


As pessoas queixam-se que está frio, que está sol, do namorado, da solidão, do peso a mais, do peso abaixo do esperado!!! No fundo, queixam-se, quase sempre, e ai reside a estranheza, independentemente das circunstâncias!!! Depois existem dois tipos de queixa: as leves e as pesadas!


As leves são passageiras, cúmplices, porto de abrigo de mudança e não sugam energia. São queixas de quem não se vitimiza e vai, desbravar caminhos de responsabilização, para crescer e deixar velhos padrões e queixas.


As queixas pesadas são "vampirismo de energia puro". Não procuram nada a não ser queixarem-se.....Quando ficamos em silêncio e a escutar e fácil perceber que nem vale a pena, a maior parte das vezes opinar!!! O que se procuram não são soluções -são espaços de antena!
Claro está que existe o lobo mau porque havia uma capuchinho vermelho....


As queixas pesadas subsistem porque existe sempre alguém ( que no fundo somos todos nós, consoante os dias) que se valida e aliva a culpa ao ouvir, ajudar e esgotar-se no resgate de uma queixa pesada!!!


Acima de tudo as pessoas precisam que as ouçam, as escutem, que as amem.

Em última instância é o Amor Universal que procuramos. Claro está, por caminhos distintos. Há quem leia, há quem teatrialize, há quem seduza, há quem fuja.

Mas independentemente dos caminhos e do Amor, há um que não dá para ignorar: o Amor que nos devemos a nós mesmo. O respeito, a calma, a observação diária, o acarinhar permanente da nossa essência.


E aí reside o drama actual. Todos desatamos à procura "desse estranho bicho o Amor" não percebendo muitas vezes que, sem a terra estar lavrada não há semente que pegue!!!



Há que começar pelo próprio. Por nos amarmos incondicionalmente, com as nossas virtudes e defeitos, com as nossas falhas e vitórias. Há que ter calma com as nossas evoluções, perceber o que nos falta e acima de tudo agradecer a todos os que passam no nosso caminho. Todos mesmo aqueles que nos traem, mentem, enganam, manipulam. Se calhar até mais a esses "inimigos" porque graças a eles, percebemos o nosso valor, a distância do que fomos e do SOMOS.

"Obrigado pelos obstáculos" que nos fazem crescer, perder, ganhar. Todas as pessoas que cruzam a nossa vida encerram lições em si mesmo. Muitas vezes, no cúmulo do egoismo, manipulação encerram em si mesmo lições essenciais de auto-estima que deveremos ter para connosco.




O Amor Universal é o grande espelho do Amor que nos mora na alma





Carpe Diem





Morgana

domingo, fevereiro 07, 2010

MIKA - Happy Ending

Gosto da loucura, da explosão, da criatividade, da doçura e do sonho do Mika.
Esta música faz-nos voar em direcção ao melhor que reside no interior de cada um de nós.
Relaxem, fechem os olhos e FAÇAM MARAVILHOSAS VIAGENS INTERIORES

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Gêres


Imagem retirada de:

http://olhares.aeiou.pt/portela_do_homem_no_geres_portugal_foto674319.html


É certo que será para trabalhar!


Esta última fase do mestrado que tanta energia exige!


Mas no Gêres tudo vale a pena...


Só verde que inalamos, o silêncio da paisagem brutal em volta, uma casa de pedra, o aconchego de uma lareira acesa


Vou carregar energia ( como diria a minha querida amiga Inês)


como se não houvesse Amanhã!!!!

E, se a inspiração mo permitir, terminar o pré-projecto que, apesar da energia/tempo que me reclama, tenho a certeza que no final, me vai encher a alma de contentamento.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Conversas soltas...


Numa conversa de café, com amigos, alguém dizia: - Estou preocupado com a pessoa A - está a embrutecer! Vai optar por algo que lhe fará mal e as suas queixas são a antevisão da sua infelicidade!!!!


Ouvia atentamente mas mantive-me calada.


Claro está, a malta estranhou e perguntou: - Tu não achas?


Olhei-os ( há nos meus olhos ironias e cansaços, e cruzo os braços e nunca vou por ali)

- Não, não acho. As pessoas habituam-se às queixas, a lamentar-se e no fundo, estão como desejam, com as opções que crêem que as farão mais felizes. Com essa pessoa A, no passado, tive várias conversas, onde tentei dialogar e desmistificar as queixas, a pessoa A entra em piloto automático e, apesar das queixas, persiste nas opções! Se calhar porque quer mesmo optar e simultâneamente queixar-se.

Passamos a vida centrados nas opções e mudanças alheias e as nossas?

Acho que duro é apostarmos nas nossas mudanças em vez de sermos atentos observadores dos outros!


Ficou um silêncio. Aquele silêncio reprovador de quem me olha como insensível!

Sorri e pensei: há 10 anos atrás, com 25 anos, acreditava realmente que as pessoas se queixavam porque queriam mudar, perceber os caminhos alternativos, sair da rota de colisão de que se lamentavam... Desconhecia o mecanismo de desresponsabilização das opções. Desconhecia que se pode optar e queixar, ficando assim, liberto do peso de cada escolha feita. A eterna leveza da vitimização social...


Hoje, com 35 estou, cada vez mais a disciplinar-me em ouvir, em respeitar as opções alheias, em perceber que cada um escolhe o calçado que quer usar... Que cada um de nós é livre para crescer ou se infantilizar; de se queixar ou empreender ou por e simplesmente calar e reflectir...
O mergulho interior é o mais dificil...


Cada vez mais, preciso e quero, focar-me nas minhas mudanças, no que acredito ser capaz de alcançar. Ao outro, que naturalmente habita em nós, cabe-nos OUVIR, OUVIR e , por mais que seja nos penoso, observar a queda e o erguer e o perder e encontrar, no tempo que cada um de nós sente. Tudo no mais profundo respeito pela liberdade que existe em cada um de nós.
No respeito de que nem sempre percebemos as escolhas alheias como os outros não percebem as nossas!!! E isso não é grave! Desde que cada um comprenda e enfrente as suas próprias opções.

domingo, dezembro 27, 2009

É tão importante tecer como destecer



A Moça Tecelã
Por Marina Colasanti

Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos de algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.
Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cómodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.
Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

My life without me

Poderoso filme.
Os votos que deveriam ser renovados todos os natais e todos os inícios de ano.
Como seria a nossa vida sem o actor principal - nós mesmos?
Um abraço

domingo, novembro 29, 2009

Somostodosum



Somos todos um, não há dúvida !

No dia a dia, faço um esforço para estar vigilante face às minhas caracteristicas. Nomeadamente há dois defeitos que por mais que me tente dominar, estão sempre latentes e pulsantes.


Falta de Compaixão e Disciplina.


Tenho uma terrivel dificuldade em sentir compaixão pelas "asneiras", "comportamentos ácidos", "batidelas de cabeça na parede" quando essa inconsciencia prejudica outras pessoas! Facilmente a ira toma conta de mim, e o meu lado "zorro", guerreiro samurai controla a situação. Só tenho vontade de desancar a pessoa, mostra-lhe a um grande espelho ampliado que o seu egoismo esmaga o outro. Não consigo perceber como a sensibilidade, que mora em todos nós, não pode falar mais alto! E porquê tenho esta falta de compaixão??? Porque também a tenho para comigo quando falho para com alguém. Se magou alguém, sou insensivel injustamente, esse comportamento massacar-me a mente, dias, semanas, meses. Por mais que tente dizer a mim própria: é normal, és humana, no fundo da minha consciência sinto a critica como um espinho agudo que me alerta para ter mais cuidado! Que me faz sentir vergonha da humanidade que mora em mim!


Depois, cada vez mais, revejo-me nos outros: afinal somos todos um! As graças e fraquezas humanas habitam em todos nós! Uns vitimizam-se outros responsabilizam-se e procuram mudar.


Sou forte e tenho muita energia para provocar a mudança mas também sou frágil e por vezes só me apetece desaparecer... No fundo, espero sempre que a vida seja O Fabuloso Destino da Amélie mas....não é! E tem uma dureza para a qual não estou preparada e se calhar nunca estarei. Os poetas, os liricos e os sensiveis são sempre "outsiders", moram do lado de lá da outra margem da vida. Carregam como um caracol às costas o peso da diferença e nem sempre é fácil torná-la leve!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Que raio de noção temos nós da vida para, por exemplo, quando morre alguém, passado 5 dias tratar de papéis, faltas, burocracia? Somos robots? Máquinas que desligam emoções e continuam mecanicamente a produzir?


Que raio de noção temos nós de vida para, por exemplo, sermos coniventes com a guerra, a fome, as doenças , as desigualdades sociais?


Que raio de noção temos nós de vida para, por exemplo, não abraçarmos mais, não chorarmos mais, não acolhermos a diferença do outro em nós?


Chove muito lá fora e dentro de mim também...

terça-feira, novembro 24, 2009

Chegou o Inverno...


Há alturas assim. O frio lateja fora e dentro de nós.

Estou cansada e à minha volta só ouço notícias tristes. Ou será que só foco nessas?

É doença, tristeza, desencontro e desanimo.

Parece que de repente, a onda energética vigente é a tristeza e o cansaço. Mas não é! Não pode ser!
Continuam por decerto a acontecer todos os dias milhares de fenómenos positivos mas, como num espelho, quando, por alguma razão, estamos tristes interiormente, na realidade exterior só vislumbramos o nosso eco.

"Obrigado pelos obstáculos" diz-me o cartaz que tenho na sala mas nem sempre é fácil manter a disponibilidade interior para os receber como dádiva de aprendizagem.
O maior obstáculo interior, neste momento, é aprender a aceitar que, de quando em vez, estou triste... Que a tristeza faz parte da vida, sem ser permanente ou nos engolir...
A vida, apesar dos obstáculos, é boa mas neste momento é dificil senti-la....

sábado, outubro 31, 2009

Ler devia ser proibido

LER, PENSAR E CONTESTAR SÓ SERVE AOS SONHADORES
E
CUIDADO !!!!
LER PODE TORNAR AS PESSOAS PERIGOSAMENTE MAIS HUMANAS!!!

domingo, outubro 18, 2009

Liberdade de Fernando Pessoa


Ai que prazer não cumprir um dever.

Ter um livro para ler e não o fazer!

Ler é maçada,estudar é nada.

O sol doira sem literatura.

O rio corre bem ou mal,sem edição original.

E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.

Estudar é uma coisa em que está indistinta

A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.

Esperar por D. Sebastião,Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...

Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol que peca

Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto

É Jesus Cristo,

Que não sabia nada de finanças,

Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa

quinta-feira, outubro 08, 2009

Herta Muller






A escritora Herta Müller, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2009, assegurou que tudo o que escreveu surgiu dos 30 anos que viveu sob a ditadura comunista de Nicolae Ceausescu, na Romênia.

"Não sei se o prêmio tem a ver com os 20 anos do fim do regime comunista. Mas tudo o que escrevi tem a ver com o que tive que viver durante 30 anos sob uma ditadura", disse Herta, em entrevista coletiva, ao ser perguntada sobre o possível caráter político da concessão do Nobel.

"Para as pessoas que viveram nas ditaduras as coisas não terminam quando mudam os tempos", explicou Herta.

"Há gente que morreu como vítima da ditadura. Tive amigos que morreram e a queda da ditadura não os reviveu", disse a escritora.

Segundo ela, esse é o tema de todos os seus livros e a escritora acredita que "toda a literatura tem a ver com as coisas que fizeram dano às pessoas".

Herta afirmou que em 1987, quando chegou à Alemanha, pela primeira vez em muito tempo teve a sensação de que podia respirar. Mas teve que esperar até 1989, com a queda do regime romeno, para deixar de sentir-se ameaçada. "

Acho que este país (Alemanha) me salvou", disse.

Herta não acredita que o Nobel a impedirá de continuar escrevendo, nem que influenciará sobre o que escreve, porque não vai "escrever um livro sobre o Prêmio Nobel".

A escritora prefere falar pouco sobre o prêmio recebido hoje, já que, segundo ela, não acredita ainda que ganhou e "precisa de tempo para entender seu significado".

"Em todo caso, o prêmio é algo exterior e o que importa de verdade é escrever. O resto é acrescentado", afirmou.
A escritora disse ainda que o prêmio não a faz nem melhor nem pior que antes e que seguirá sendo a mesma pessoa, porque não vai "exercer a função de prêmio Nobel 24 horas por dia" e que "seguramente" não pensará "nele quando estiver fritando ovos ou descascando batatas".

A entrevista coletiva teve um final oficial com um breve discurso do ministro de Cultura alemão, Bernd Neumann, que entregou um ramo de flores à escritora e assinalou que agora o nome de Herta Müller tinha se unido ao de outros como Thomas Mann e Günter Grass.

"Me alegro pelo prêmio, mas o que quero é seguir escrevendo na solidão", concluiu.

domingo, setembro 20, 2009

Esse estranho bicho o Amor





A humanidade salta; pragueja; não partilha; desconfia; inveja; ataca; desespera-se numa fuga em frente face à solidão! Alimenta inúmeras posturas de "involução" e depois, mesmo nesta grande confusão, procura o Amor.


Não acredito no Amor em desiquilibrio, ou seja, quando procuramos Amor sem o ter para dar. Não são departamentos estanques !


Se trabalho 16 horas por dia, sete dias por semana, não tendo tempo para mim quando tiver alguém na minha vida será o caos! Não há espaço para o que procuro! A não ser que o meu companheiro(a) também esteja como eu - sem espaço para a intimidade!


Se, por norma, gosto de manter várias pessoas em banho maria, traindo, seduzindo, serei sempre imensamente desconfiado sobre o comportamento do meu companheiro!


Confio, de forma veemente, que a vida nos devolve em espelho, as nossas intenções!


Quem quiser viver um grande Amor terá que começar por si. Amar-se, mimar-se, ser fiel ao que pensa e acredita. Quando não se sabe, simplesmente afirmar: Não sei, estou perdido!


O Amor não se procura , encontra-se sem querer.


Como diz uma amiga minha: Vamos comprar nabos e tropeça-se na pessoa!


Mas para isso temos que estar preparados, disponíveis e centrados .


Isso é dificil. Exige paciência, coragem e confiança.


De outra forma, preparam-se para chorar, desesperar, gritar, ansiar.... Estar só acompanhado é bem mais dramático !



Amor, esse estranho bicho, não é domesticável ! É um caminho de Descoberta e Coragem
Morgana

segunda-feira, agosto 17, 2009

Bem estar



O que fazer quando o trabalho começa a stressar e sentimos que estamos cansados?
Quando estamos habituados a dar, dar, dar e entramos nessa rota sem parar? Depois o cosmos é engraçado: porque queremos dar, envia-nos sempre situações que nos levem a dar.
O que é necessário ? Parar. Sair, momentaneamente dessa rota de dádiva e parar.
Parar para voltar a encher a nossa barragem interior. Para nos mimarmos, para nos carregarmos a nós próprios ao colo. Porque só são verdadeiros os mimos que damos aos outros quando o nosso coração está a transbordar de amor por nós próprios.
E assim, foi. Depois de desacelerar, o cosmos ( esse grande amigo) enviou-me logo uma amiga com uma sugestão: que tal um spa com piscina, vichy e massagens com pedras?
Como estava parada, pude dizer: SIM, SIM, SIM !


Miosótis



quinta-feira, agosto 13, 2009

Estejam atentos! Não percam o trabalho de um excelente Ilusionista Mário Daniel




Magia de Mário Daniel em Setembro na SIC


Foi durante a edição da tarde do "SIC ao Vivo" de segunda-feira, que Nuno Graciano revelou, juntamente com Mário Daniel, que a SIC tem para a reentré um programa sobre magia. Mário Daniel será o apresentador e figura principal do programa e tudo indica que o programa ocupe parte do horário nobre.
Este programa marca o regresso de Mário Daniel, de 29 anos, à televisão, depois de ter participado, pontualmente, em vários programas, entre outros, na "Praça da Alegria", "Portugal no Coração", "SIC 10 Horas", "Ás Duas por Três", "Cabaret da Coxa", "Flagrante Delírio" e "Herman SIC", bem como spots publicitários para o Millennium BCP e Worten.

Vale a pena descobrirem o talento e empenho de Mário Daniel


Marisa Pedrosa

terça-feira, agosto 11, 2009

Miragem Metafísica


Espera, dá-me um minuto!
Quero desconstruir aquela palavra pontiaguda
O olhar frio com que me penetraste na porta!
Espera, deixa reinventar esse momento
Volto a entrar e tudo será diferente!
Nos teus olhos oferecer-me-ás
Duas papoilas prestes a desfalecer
E as tuas palavras serão redondas
Em jeito de xaile que me cobre…
É neste eixo x e y que quero permanecer
Num plano onde a doçura é o silêncio
Que cheira a pão quente
Onde tu não és tu!
És um outro que pressinto
Emerge quando estás distraído.
Esse outro é belo,
Anjo que sopra em meus cabelos
Têm o riso de quem joga aos berlindes
Temo que não te distraías o suficiente…
Que a miragem metafísica se converta
Nos ângulos frios da tua indiferença!
Morgana

sábado, agosto 01, 2009

segunda-feira, abril 06, 2009

Nada de extraordinário mas didáctico

Filme ligeirinho. Nada de extraordinário quer na história quer como filme. Contudo têm uma tónica extramente pedagógica e didáctica.
Sendo as raparigas regra geral menos práticas que os homens e torram a cabeça a estudar 1000 hipóteses, vale a pena ver este filme. Simples, prático e com boas dicas para não " desperdiçar" tempo em análises inúteis!
A verdade pura e dura " ele não está assim tão interessado!"

Abraço

sábado, abril 04, 2009

Cinema Paradiso (Se) - Josh Groban

De uma beleza que nos emudece....
Inenarrável....
Obrigada Carla

sexta-feira, março 27, 2009

Precisa-se de matéria prima para construir um País

Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007), teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura atenta.



Eduardo Prado Coelho - in Público


A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.Agora dizemos que Sócrates não serve.E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.Nós como matéria prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e para eles mesmos.Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.Pertenço a um país:

- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.

- Onde alguns dos nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.

- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.E não poderá fazer nada...Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.Está muito claro...

Somos nós que temos que mudar.Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.É a indústria da desculpa e da estupidez.Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.E você, o que pensa?.... MEDITE!

EDUARDO PRADO COELHO

domingo, março 01, 2009

FIM


FIM


Quando eu morrer batam em latas,

Rompam aos saltos e aos pinotes,

Façam estalar no ar chicotes,

Chamem palhaços e acrobatas!


Que o meu caixão vá sobre um burro

Ajaezado à andaluza...

A um morto nada se recusa,

Eu quero por força ir de burro.

Mário Sá Carneiro


Paris, 1916

domingo, fevereiro 01, 2009

Teatro Musical " A Cidade dos que partem" Co-Produção Palmilha Dentada

Vale muito a pena ir ver- garanto-vos ! Palmilha Dentada volta a surpreender num musical sátira. O texto, os cenários, as utilizações múltiplas da música e dos meios audio visuais vão deixar-vos em extâse e a rir a perder.


http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/89066c8c29101ff9cc70e2.html


Até 28 de Fevereiro no Teatro Carlos Alberto

domingo, janeiro 18, 2009

Contos da Tradição Zen Budista







Presente de Insultos



Um grande samurai, já idoso, adorava ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e contra-atacava com velocidade fulminante.O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.


Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio.


Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre.


Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendeu inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo- se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou- se.


Desapontados pelo facto do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: - Como o senhor pode suportar tanta indignidade ? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se cobarde diante de todos nós?


- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente ? - perguntou o velho samurai.


- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.


- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre -


Quando não são aceites, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.


sábado, janeiro 03, 2009

Objectivos pessoais para 2009



Reflectindo de forma honesta, concluí que da mente e da sensibilidade sempre fui estando atenta, semeando, cuidando e colhendo aprendizagens. Do meu plano fisico é que nem tanto. Sempre fui remetendo por preguiça, talvez até por medo da mudança de hábitos. Diziam os gregos " Corpo são, mente sã". E, apesar de quase nunca estar doente, o que é certo é que cada vez mais me canso com mais facilidade!
Assim sendo, chegando à evidência desta verdade de La Palice, este ano tracei para mim mesma os seguintes objectivos:
- emagrecer, mudando os hábitos alimentares
- fazer exercício fisico, começando por andar a pé pelo menos 45m / dia.

Será também um desafio à minha força de vontade e disciplina, valores que quero optimizar.

E vocês, que objectivos traçaram ?

Boa sorte para todos no alcance e no caminho a percorrer para os atingir.

Morgana

sábado, dezembro 27, 2008

Desapego




A lição de desapego implica ruptura com o conhecido, enfrentar fantasmas interiores, abalar pontes seguras sem a certeza que a seguir venha a luz.


Desapegar do passado, dos hábitos, das rotinas, das pessoas, da mágoa, raiva e dor que nos causaram. Desapegar é esvaziar alma com a coragem para enfrentar o desconhecido ( sem sabermos que sementes irão, por ventura, germinar).



Desapego uma lição a cultivar

terça-feira, dezembro 23, 2008

Magia e Bolas de Sabão

Desejo-vos um 2009 cheio de magia e de beleza

como este espectáculo de ilusionismo de Mário Daniel:

http://br.youtube.com/watch?v=ejQNbGYexss


Um abraço

Morgana

domingo, dezembro 21, 2008

Poema do Menino Jesus de Fernando Pessoa declamado por Maria Bethânia

Como tudo que é verdadeiramente Belo é simples como o riso de uma criança
Obrigada Antónia

terça-feira, dezembro 16, 2008

Boas festas





'Caminha placidamente por entre o ruído e a pressa, e lembra-te da paz que existe no silêncio. Tenta, na medida do possível, estar de bem com todos. Exprime a tua verdade com tranquilidade e clareza. Escuta quem te rodeia, inclusive as pessoas desinteressantes e incultas; também elas têm uma história para contar. Evita gente conflituosa e agressiva que tanto mal faz ao espírito. Se te comparares com os outros poderás tornar-te amargo ou arrogante, pois haverá sempre alguém melhor e pior que tu. Regozija-te com as tuas conquistas e os teus projectos. Mantém vivo o interesse pela tua carreira por mais humilde que seja; é um verdadeiro bem, nesta época de constante mudança. Sê prudente nos teus negócios – o mundo está cheio de armadilhas. Mas não feches os olhos à virtude que existe em teu redor, nem às pessoas que defendem os seus ideais e lutam por valores mais altos – a vida está cheia de heroísmo. Sê tu próprio. Acima de tudo, não sejas falso, nem cínico em relação ao amor que, face a tanta aridez e desencanto, se mantêm perene como uma haste de erva. Aceita com serenidade a passagem do tempo, sabendo deixar graciosamente para trás as coisas da juventude. Cultiva a força de espírito, para te protegeres de azares inesperados. Mas não te atormentes a imaginar o pior . Muitos medos nascem do cansaço e da solidão. Mantém uma autodisciplina saudável mas sê benevolente contigo mesmo.
És um filho do Universo, como as árvores e as estrelas.
Tens todo o direito ao teu lugar no mundo. Poderá não ser claro para ti, mas a verdade é que o Universo está a evoluir como previsto. É importante, assim, que estejas em paz com Deus, seja qual for a tua concepção d'Ele, e em paz com a tua alma, sejam quais forem os teus anseios e aspirações no ruidoso tumulto da vida. Apesar de todos os enganos, dificuldades e desilusões, vivemos num mundo bonito . Alegra-te.'
Desiderata 1927 Max Hermann

domingo, dezembro 14, 2008

Obrigada


Existem pessoas que nos provocam transformações sem se apossarem de nós!
Não pretendem dominar-nos nem domar-nos!


Acendem candeias interiores para que sozinhos nos lancemos nos abismos das nossas grutas interiores.


Dão sem cobrar, sem chantagear, sem procurar vantagem!


Simplesmente São.


Ter-te conhecido faz-me acreditar mais na humanidade e, principalmente na semente que reside em cada um de nós.


Como Homem presto-te a minha homenagem


Na nobreza do teu carácter e na doçura da tua alma


Podias perante a minha fragilidade teres-me esquartejado !!! Podias ter usado de cinismo ou rancor. Podias ter feito uma fuga em frente.


Mas não...foste o que apenas os nobres conseguem ser.

Empático e pleno de compaixão


Reconhecendo a minha força, contemplando a minha fragilidade, ACEITASTE-ME !


Por essa atiude , que é tão rara, o meu OBRIGADA.


SERÁS SEMPRE O MEU IRMÃO DE LUZ E DE APRENDIZAGEM


Morgana

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Roberto Begnini - cannes 2000

Roberto Begnini - cannes 2000
Vídeo enviado por fredozydeco

Partilho convosco este pedaço de poesia vibrante!
A felicidade deste Homem com uma sensibilidade sublime, uma autenticidade fluida como o ar que respiramos,uma bondade pulsante, o amor revelado pela sua mulher que lhe traz o céu para a Terra.
A existência de pessoas assim confirmam a humanidade que mora em nós.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Um telejornal

Hoje esporadicamente vi o telejornal, ritual que já abandonei há anos. Esse abandono foi consciente e fruto de algumas ponderações. O facto de as notícias serem sempre sobre tragédias foi a principal. Considero importante contrariar em vez de alimentar esse fetiche tenebroso de observar o drama alheio com alguma indiferença, distanciamento emocional e sem opinião critica.
Era importante era pôr as pessoas a pensarem no porquê, na consciência individual do contributo de cada um para alterar essa situação. Seria igualmente pertinente divulgar notícias mundiais de conquistas, de revelações e do exponenciar do portencial humano. Mas será sempre mais fácil liderar as massas se estas estiverem deprimidas, sem opinião e completamente isoladas da conjuntura global. Esta forma de divulgar as notícias será sempre favorável para lidar interesses, não do desenvolvimento pessoal de cada um, mas sim do poder económico, politico e social.
Assim sendo e mais uma vez a experiência de ver telejornal deixou-me deprimida, com a noção mais uma vez que só acontecem desgraças, que o mundo é um lugar tétrico, que o ser humano em situações limites é egoista e bestial. Tão cedo não repito a experiência !

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Uma revolução interior



Cirurgia espiritual


" Um saniássin diz-se sentir sozinho, abandonado como um camelo no deserto, depois de ter confiado na proteção de um relacionamento de algum modo mágico, esotérico, com o Mestre.


Ele pergunta: "Você está fazendo algum trabalho conosco, além das palavras?".É bom que você se sinta sozinho, abandonado, porque isso significa que você tem de ir para dentro e ter conhecimento de sua própria interioridade.…... Eu não quero lhe dar nenhuma esperança. Quero que você se torne alerta de modo que você possa acabar com os seus sofrimentos. ... Você quer um consolo barato ou uma revolução verdadeira?


Se você tem coragem, peça uma revolução. Se você é impotente, peça por consolo......


Meu esforço em destruir seus consolos é para ajudá-lo. Eu não quero ser o seu guia, eu não quero ser seu salvador. Eu realmente vou matar seu ego completamente - sou um assassino. E a menos que seu ego seja completamente destruído, você não conhecerá a luz que está dentro de você, o amor que está dentro de você. Você tem um tremendo tesouro, mas ele está dentro de você.


Não está nas sinagogas, não está nas igrejas, não está na Bíblia, não está no Alcorão, não está no Torah. Está em você.



Assim, eu tenho que tirar tudo que o afasta de si mesmo e eu tenho de jogá-lo, repetida e repetidamente, de volta para você mesmo. Isso dói, eu sei. Mas o que eu posso fazer? Todas as operações machucam. E essa é a cirurgia mais profunda que existe. Há cirurgiões do corpo, há cirurgiões do cérebro. Minha cirurgia é mais profunda do que ambas. É cirurgia espiritual”.


OSHO, From Death to Deathlessness


Podem consultar o artigo completo, aqui:


quinta-feira, novembro 27, 2008

A insustentável leveza da transformação


"Separar a criança do fantástico é mutilá-la, mutilar a sua integridade, a sua possibilidade, o seu desenvolvimento mental. Sem imaginação não há grandes cientistas nem grandes matemáticos, grandes inventores. Nem sequer há bons cozinheiros! Aliás, como disse há semanas numa entrevista, o fantástico é uma forma de comunicação rica, densa e eficaz. Torna o real mais visível. "


Sophia de Mello Breyner Andresen

sábado, novembro 22, 2008

Parábolas

Não sou fundamentalista em nenhuma religião. No entanto, encontro na Biblia um excelente veículo de parábolas e mensagens escritas com imensa sabedoria e sensatez.
Deixo-vos estas duas para lerem e pensarem


Eis que o semeador saiu a semear. e quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram. E outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda; mas, saindo o sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou-se. E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram. Mas outra caiu em boa terra, e dava fruto, um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um. Quem tem ouvidos, ouça. (Mat 13:3-9)


Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, e de maneira alguma entendereis; e, vendo, vereis, e de maneira alguma percebereis. Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardiamente, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure. (Mat 13:13-15)

sábado, novembro 15, 2008

Intuição/ Informação; Força de Vontade / Capacidade; Inspiração/ Conhecimento


" Nós não recebemos sabedoria; temos de a descobrir por nós próprios após uma jornada que ninguém pode empreender por nós ou poupar-nos a ela " Marcel Proust


"O destino final da nossa vida é a sabedoria. A sabedoria é o mais alto e profundo grau de conhecimento, visão e compreensão. Providencia-nos uma perspectiva mais vasta da vida, do seu propósito e das lições que aprendemos ao longo do tempo. Quando encontramos a sabedoria, passamos a viver na claridade.


A sabedoria não é um estado a realizar, mas antes um estado a recordar. Chegamos a este planeta totalmente equipados com sabedoria sem fronteiras inerentes a todos os humanos. Somos tão sábios como o Buda, Aristóteles ou Confúcio - simplesmente eles tiveram acesso a lugares dentro deles onde nós talvez ainda não viajamos.


Sabedoria não é inteligência. Não está relacionada com QI ou classificações académicas. A sabedoria é o mais alto nível de evolução emocional, espiritual e mental, no qual damos tanto valor à intuição como à informação, à força de vontade como à capacidade e à inspiração como ao conhecimento. Sincronizamos energéticamente a nossa compreensão mais profunda com as acções do dia a dia.


O caminho mais directo para a nossa sabedoria está pavimentado com as lições da nossa vida. Ao aprendermos as lições que nos são apresentadas diariamente , aproximamo-nos continuamente do alinhamento com o que Emerson chamou de " super alma" e Carl Jung " o inconsciente colectivo". Estas são as forças universais que nos mantêm coesos e ligam cada um de nós à fonte sem fundo da sabedoria.


A verdadeira beleza da sabedoria é que, uma vez recordada, ficamos inspirados para a partilha com os outros. Lembramo-nos da lição da abundância: como o amor- quanto mais oferecemos mais recebemos. Aqueles que são célebres pela sua sabedoria são aqueles que a partilharam livremente para ajudar os outros a crescer"


Se a Vida é um Jogo estas são as regras - Chérie Carter- Scott, Sinais de Fogo

quinta-feira, novembro 13, 2008

O Reencontro com a Natureza selvagem



" Quando as mulheres reafirmam a sua relação com a natureza selvagem, nasce nelas uma observadora interna permanente, uma conhecedora, uma visionária, um oráculo, uma inspiradora, um ser intuitivo, uma empreendedora, uma criadora, uma inventora e uma ouvinte, que sugere e suscita uma vida vibrante nos mundos interior e exterior. Quando as mulheres estão próximas desta relação com a natureza, isso resplandece nelas. "

Mulheres que correm com os Lobos - Clarissa Pinkola Estés

citada no livro A Rainha que mandou à fava o cavaleiro da armadura oxidada- Rosetta Forner

domingo, novembro 09, 2008

Linguagem corporal


Neste site explica em pormenor o significado dos sinais que a linguagem corporal emite. Viagem nele para que possam conhecer o que a vossa linguagem corporal transmite aos outros e o que ler, para além das palavras, na mensagem do outro :




Um abraço aconchegante

Marisa Papoila

sábado, novembro 08, 2008

Aprendizagens energéticas e sensitivas interessantes

Aprendi hoje, numa metáfora muito bem construida que o medo é como uma capa. Se nos deixarmos dominar por ele ,cobre-nos.
Se conseguirmos dominá-lo fica mais pequeno e domesticável.
Existem pessoas que expoem o medo e, ao falarem dele, transformam-no num medo menor. Outras precisam de ficar a sós consigo mesmas para perceberem como relativizá-los.
Percebi, depois de reflectir que todo o medo que dividamos com os outros, apenas funciona no sentido de percebermos que não somos os únicos, que várias pessoas podem ter o mesmo medo.
De qualquer forma, o medo assim como outras emoções, só podem realmente ser digeridas pelo próprio. Num encontro constante consigo mesmo, de aceitação e questionar pessoal.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Pequenos nadas quotidianos que nos fazem rir

Ri-me imenso com um fait-divers num café de 3 cachopas. A Sandra estava furibunda porque numa loja se tinham esquecido de tirar o alarme ao produto e ao passar no sensor, apitou e ficaram todos a olhar para ela como se estivesse a roubar. Ela encavacada, corada até aos cabelos, fez marcha à ré, para que remediassem a situação, enquanto olhava para os outros clientes na tentativa que percebessem que não estava a roubar. A outra amiga sai-se com esta: -Olha o melhor que tinhas a fazer era teres citado o António Aleixo!
" Sei que pareço ladrão
Mas há muitos que conheço
Não parecendo o que são
São aquilo que eu pareço"

Imaginar a situação surreal de, naquele ponto de apitar o alarme a Sandra desatar a declamar este verso fez-me rir, mas rir a valer!!!

Marisa

sábado, novembro 01, 2008

Paris - Medeia filmes



O filme Paris é como um mapa de metro. Confuso, cheio de cruzamentos, de histórias que chocam como carros de choque e depois se endireitam num novo rumo. Leva-nos até uma montanha russa de emoções vertiginosas. Alegria, desespero, tristeza, contentamento. Apesar de esperar mais, gostei. Existem momentos no filme que valem por todos os outros menos bons. Afinal, como acontece na vida, existem momentos cheios de sofrimento que antecedem e fazem parte da aprendizagem da alegria. O negativo tem que existir para que se possa revelar a grande fotografia.
Bem hajam os filmes que nos fazem viajar.
Miosótis

P.S. Gostei muito da imagem de um jovem a caminho da dor, da incógnita que é estar no limbo entre a vida e a morte, que passeia o olhar sobre Paris de um ângulo diferente- semi deitado a espreitar de dentro de um táxi!

sexta-feira, outubro 31, 2008

ARRE!!! CUSTA MUITO !!!! Risos

Percepciono o meu caminho terrestre ( e do resto da humanidade) como uma sequência de desafios que colocam à prova a nossa imaginação, bondade e sabedoria. Sinto que neste momento o desafio profissional que me é colocado é a Paciência. Nunca o fui nem minimamente nem na máxima exponência. Não posso dizer que seja mundialmente conhecida pela minha paciência....risos. Mas, todos os dias, lá estão elas...risos. Pequenas, grandes experiências que testam a minha paciência!!! Um fax pelo qual tenho que aguardar; uma mudança estrutural no Jardim de Infância, uma resposta afirmativa da comunidade. Nestes últimos tempos tenho cultivado, ainda que me cause estranhamento, Paciência, Paciência, Paciência.
Há que desenvolvê-la para que me aperceba menos do meu ego e possa fluir profissionalmente aceitando os tempos cósmicos.
Acho que já fiz alguma evolução mas arre!!!! CUSTA MUITO ! RISOS

terça-feira, outubro 28, 2008

Estou constipada, muito doentinha...cheia de espirros!!!

Em ti vejo o carvalho antigo cheio de raízes e uma águia que gosta de desafiar os ares.
Um sorriso aparvalhado de miúdo e a sabedoria de um homem cheio de histórias, dentro de outras histórias, como uma matriosca.
Vejo o sol que se levanta e espreguiça e a lua que foge, a correr entre vales.
simplesmente vejo duplamente

Miosótis

sábado, outubro 25, 2008

Excerto de Sinto Muito - Nuno Lobo Antunes



"Muitos me perguntavam como era possível conviver diariamente com o desgosto. A resposta é simples: é um privilégio poder conhecer a humanidade no seu melhor, na Coragem, mas sobretudo, no Amor. Os médicos e as enfermeiras com quem trabalhava eram santos, porque, como ouvi, os santos não se vêem todos da mesma maneira. Lembro-me de Perez , um rapaz de 15 anos que cansado das naúseas e da dor, desistiu do tratamento de viver, o melhor que podia, os meses que lhe restavam. A mãe aceitou sem discussão a opção do seu filho. Despediu-se do emprego para gozar com ele a Vida. Tivemos um último encontro num jardim de NY, em Outubro, num daqueles dias excepcionais em que o sol abre as cortinas do Inverno. Dia apropriado para o encontro que era, simultaneamente, uma separação. Despedimo-nos com um abraço e um sorriso: até breve. Naquele momento, o tempo não teve dimensão. Mas recordo sobretudo a Jennifer, uma rapariga encantadora, amante dos golfinhos, que na roleta dos tratamentos decidiu apostar tudo num transplante que falhou. O pai, no dia do enterro, cobriu o caixão de golfinhos azuis que na pintura sorriam para ela. Na missa, a mim, seu médico e também carrasco, chamaram-me para a sua banda, e dando-me as mãos consolaram-me de um desgosto tão fundo de que só mesmo eles me poderiam içar. Durante anos, tive a sua fotografia no ecrã do meu computador, para que todos os dias me lembrasse porque trabalhava. Poucos meses depois da sua morte, os pais pediram-me ajudar para lançar uma fundação com o nome de Jennifer para ajudar na luta contra o cancro. O dinheiro dessa Fundação foi direito para o hospital onde morreu. A Humanidade no seu melhor , na Coragem, mas sobretudo, no Amor."

sábado, outubro 18, 2008

Venenos de Deus Remédios do Diabo de Mia couto

"Aos 10 anos todos nos dizem que somos espertos, mas que nos faltam ideias próprias. Aos 20 anos dizem que somos muito espertos, mas que não venhamos com ideias. Aos 30 anos pensamos que ninguém mais tem ideias. Aos 40 anos achamos que as ideias dos outros são todas nossas. Aos 50 anos pensamos com suficiente sabedoria para já não ter ideias. Aos 60 ainda temos ideias mas esquecemos do que estávamos a pensar. Aos 70 só pensar já nos faz dormir. Aos 80 só pensamos quando dormimos. "


( Fala de Bartolomeu Sozinho, personagem de Venenos de Deus, Remédios do Diabo de Mia Couto, Editorial Caminho )

Ri-me a valer . Bem haja o Mia Couto pela doçura, humor e sabedoria que espalha

O caminho para o encontro com a(s) alma(s) gêmea(s)

O site é brasileiro mas tem textos de reflexão interessantes. O link em baixo remete-vos para o tema " A descoberta da Alma Gêmea". Na minha opinião existem várias que vão cruzando no nosso dia a dia à medida que estamos alinhados e preparados para saber lidar com esse conhecimento. Mas acima de tudo o que gostei no texto que vos sugiro é que frisa o encontro em vez da procura, substituir as expectativas do outro pelo nosso auto conhecimento.
Se tivem disponibilidade vale a pena o lerem:


http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=1937

Um abraço

Marisa Papoila

domingo, outubro 12, 2008

Homenagem a Urbano Tavares Rodrigues

Gostaria de vos sugerir, para um melhor enquadramento da iniciativa Escritaria, uma visita a este endereço:

http://jn.sapo.pt/CidadaoReporter/Interior.aspx?content_id=1025945


Tive a sorte de poder testemunhar dia 12 o desenvolvimento de algumas iniciativas em homagem ao escritor Urbano Tavares Rodrigues. Numa abordagem estética e de intervenção urbana, o público cruzava com excertos dos livros de Urbano Tavares Rodrigues espalhados em cubos tridimensionais para provocar o apetite ansioso para a leitura das suas obras. Depois de estimulada a visão, estendia-se o convite à audição e ao onírico.
Num primeiro momento, um colóquio dinamizado por escritores, amigos, estudiosos da obra de Urbano Tavares Rodrigues. Os oradores , Kelly Basílio (professora universitária), Nuno Júdice (escritor, crítico literário e professor universitário), Fernando Pinto do Amaral (escritor, crítico literário e professor universitário) e Eugénia Leal ( professora universitária), foram sendo apresentados pelo Presidente da Câmara de Penafiel, Alberto Fernando da Silva Santos, principal responsável por esta iniciativa. Poder-se-à afirmar que este mesmo colóquio foi fecundando com duas leituras: uma mais hermética, intrincada para verdadeiros estudiosos e conhecedores da obra do escritor e outra mais próxima, mais apelativa, em registo de diário e tertúlia que, para quem desconhecia mais a obra, naturalmente impelia a um ensaio cúmplice do desejo da decifração da obra de Urbano Tavares Rodrigues. Pessoalmente apreciei muito mais o registo intimista e humano da apreciação do percurso como professor e escritor de Urbano Tavares Rodrigues.
Num segundo momento o visionamento de um documentário realizado por António Castanheira com o testemunho de Urbano Tavares Rodrigues do processo criativo das suas obras, das correntes de revolução, da forma como a vida e a arte se mesclam e confundem. O documentário foi interessante e semeou indícios de uma continuação para breve.
Penafiel está de Parabêns na sua homenagem a Urbano Tavares Rodrigues Cada vez mais é necessário descentralizar a divulgação cultural para optimizar a capacidade de todos na interpretação e nas possíveis leituras da realidade.
Marisa Pedrosa