domingo, outubro 07, 2007
SE ESTA RUA FOSSE MINHA....
Uma excelente iniciativa cultural. Espero que no próximo ano se repita ou aconteça em mais ruas do Porto...
http://www.planobporto.com/index.php?opcao=2&tipo=8
quinta-feira, setembro 27, 2007
O retrato de Dorian Gray
- Porquê?
- Porque exercer a nossa influência sobre alguém é dar-mos a própria alma. Esse alguém deixa de pensar com os pensamentos que lhe são inerentes, ou de se inflamar com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe são reais. Os seus pecados- se é que os pecados existem - são emprestados. Tal pessoas passa a ser o eco da música de outrem, o actor de um papel que não foi escrito para si. O objectivo da vida é o nosso desenvolvimento pessoal. Compreender perfeitamente a nossa natureza - é para isso que estamos cá neste mundo. Hoje as pessoas teme-se a si próprias. Esqueceram o mais nobre de todos os deveres: o dever que cada um tem para consigo mesmo. É certo que não deixam de ser caritativos. Dão de comer aos que têm fome e vestem os pobres. Mas as suas almas andam famintas e nuas. A coragem desaparecu da nossa raça. Ou talvez nunca a tivéssemos tido. O temor da sociedade, que é a base da moral, o temor de Deus, que é o segredo da religião- eis as duas coisas que governam. E, contudo.... se um homem devesse viver a sua vida em toda a plenitude, dar forma a todos os sentimentos, expressão a todos os pensamentos, realidade a todos os sonhos, creio que o mundo ganharia um novo impulso de alegria que nos levaria a esquecer todos os males do medievalismo e a regressar ao mundo helénico. Talvez mesmo a algo mais refinado e mais rico que o ideal helénico. Mas o mais ousado de todos nós teme-se a si mesmo. O selvagem mutilado que nós somos sobrevive tragicamente na auto-rejeição que frusta as nossas vidas. Somos punidos pelas nossas rejeições. Todo o impulso que esforçadamente asfixiamos fica a fermentar no nosso espirito e envenena-nos. O corpo peca uma vez, e mais não precisa, pois a acção é um processo de purificação."
Wilde, Oscar - O retrato de Dorian Gray, Colecção Novis, pg. 26
segunda-feira, setembro 17, 2007
As couves e o Jorge Palma

quarta-feira, setembro 05, 2007
Para a Teresa e a Sofia
Este video dedico-o às minhas amigas Teresa e Sofia. Ambas estão a abrir as asas para poisar noutro ninho, noutro recomeço, noutros sonhos. Tem sido dias de perdas para todas nós. É impossivel depois de tanta cumplicidade, tanta taralhoquice, tanta listas de tarefas, tantas lágrimas e tantos risos não ficar uma pontinha de tristeza nesta separação. A mim ainda não foram e já me fazem falta. A ambas desejo as melhores cores do mundo, os melhores sorrisos, os sonhos todos desejados e a caminho de serem concretizados. Esteja eu cá, em Espanha, na Ericeira ou no fim do mundo levo-vos no coração.Estarei cá para vocês sempre que precisarem.
Um xi coração mimalho meu
Marisa
domingo, agosto 05, 2007
Para vos deixar a pensar
"Façam das vossas acções o que falam...".Vale a pena pensar...se nos orgulhamos sempre do que dizemos,profetizamos,propomos?SOMOS todos diferentes mas deveriamos ter como IGUALDADE A DIGNIDADE HUMANA...
quarta-feira, julho 18, 2007
As coisas simples da vida...um pequeno inventário

Um pedaço de mim num dia sonharengo
Adoro:
rebentar bolas de sabão na banheira com os dedos dos pés
Piri-piri, caril, açafrão, incenso, queimador de óleos, reiki
Ouvir tocar jambé, viola, violoncelo, crescendos de violinos
Sol, Chuva, Granizo e Nevoeiro
Rir às gargalhadas até me doer a barriga
Rebentar a minha barragem interior e chorar horas a fio
Abraçar e sentir a energia do(a) outro(a)
Ler um bom livro e ficar a pairar na sua mensagem
Ouvir um bom cd e viajar no espaço e no tempo
Sentir pestanas na minha pele
O cheiro a Canela
Ver um bom filme que me deixa sem conseguir falar
Aprender na simplicidade do(s) outros e reinventar-me todos os dias com poesia
Sair do teatro cheia de energia e vontade de fazer o pino em pleno passeio
Viajar, contactar com outras culturas e aprender a ser mais tolerante
Dançar sozinha em casa até cair pró lado
Escrever e receber cartas....tenho que recultivar este hábito porque a preguiça às vezes é mais do que muita
Uma verdade nua e crua do que uma ilusão bem embrulhada
Os meus amigos, que estão lá sempre e que muito me ensinam e partilham
Respeitar a liberdade dos outros e a minha liberdade
Receber amigos em casa e organizar festas temáticas
Auto-estradas com poucos carros, o sol e o vento na face e sentir que a viagem não termina- que irei a conduzir até ao fim do mundo com um sorriso na face
Ser conduzida por quem conquista a minha confiança e me faz rodopiar no espaço com a leveza de uma borboleta
Adoro deslocar de avião, conversar de passagem nos comboios, dormir no embalo dos barcos, cantar muito alto no carro
Tocar com a magia das fadas e o riso de África a vida, os outros e sentir o eco de espalhar a magia
Andar a pé e ouvir as minhas musiquitas do mp3
Ver os meus amigos brilharem, crescerem, estarem muito felizes
Fazer anos e preparar com muito carinho esse ritual de passagem
Rituais, surpresas sejam dirigidas a mim ou preparar para outras pessoas
Escrever contos eróticos e profundamente "lamechas" e amorosos
Um bom vinho tinto...
Detesto:
Ser ansiosa e ser impaciente
Agressividade física seja em filmes, telejornal ou no passeio ao meu lado
Manipulação e falta de carácter
Moelas, Tripas, Figado e Canja
Heavy Metal ,Música Gótica e Raves
Falta de bondade e excesso de egocentrismo
Os dias em que gosto menos de mim
Um livro, um filme, uma música sem qualidade
Vulgaridade e falta de bom senso e subtileza
Que me emparedem, me deixem sem espaço para respirar
Estradas nacionais com camiões que me fazem medo e ultrapassagem que me põem o coração a 1400 kms/hora
Aterrar de avião e ficar a sentir me pequenina enquanto espero o som do trem de aterragem a poisar no chão
Falar sobre a vida dos outros numa perspectiva pequenina e voyerista
Quando a preguiça me impede de escrever, ler e sair da minha conchinha
Vento, Vendaval e Ventinho
Vodka, absinto e shots
Hoje apeteceu-me criar um inventário. Brincar aos espreita janela de mim mesma. Deixo-vos o desafio, se vos apetecer, de perderem uns minutinhos e deixarem aqui o vosso inventário.
quinta-feira, julho 12, 2007
Acorda menina linda- Jorge Palma
Acorda, menina linda
Porque terras de sonho andaste
Anda a ver o gato vadio
Acorda, menina linda
segunda-feira, julho 02, 2007
segunda-feira, junho 18, 2007
Pedro Barroso - Menina dos Olhos de Água
Esta música é o meu ideal de serenata..risos E hoje, num dia muito especial para mim...sou pior do que os putos...num dia que faço 33 anos..faço esta serenata a mim mesma...amo esta letra...faz-me viajar...
domingo, junho 17, 2007
Toca a olhar o céu !!!!
E todos aqueles que não puderam ir estavam lá em pensamento...
Um xi elástico como uma pastilha e leve como uma bolita de sabão para os meus amigos que são uma segunda família mas escolhida por nós...
domingo, junho 10, 2007
O céu é o limite ou não?
terça-feira, junho 05, 2007
Porque nem todos os dias são luz

segunda-feira, maio 28, 2007
Sobre alguém conhecido

domingo, maio 20, 2007
A Animação saiu à rua
O frio era imenso mas valeu a pena tentar perfurá-lo. Eram centenas de pessoas na rua e a criatividade sentia-se omnipotente. Desde palhaços Italianos que tinham saltado de um filme do Felini; animações com fogo; desfiles de noivas na rua; juntas de bois que puxavam um mastro enorme; música arábe e tantas tantas coisas que só com um par de olhos eram impossiveis de sorver porque aconteciam em simultâneo em vários espaços de Santa Maria da Feira. O riso, as gargalhadas e os olhares esbugalhados passeavam nas ruas na esperança de que o tempo fosse relativo e a animação se prolongasse nas reticências das horas. Também houve espaço para pipocas quentinhas com pouco corante...cumplicidades de amigos...risos
Deixo-vos o link para poderem explorar esta iniciativa. Pode ser que no próximo ano vos tenha conseguido abrir o apetite e venham também comnosco.
http://www.imaginarius.pt/
quinta-feira, maio 17, 2007
Muitos pensarão que é preciso mentir, jogar, iludir, manipular para serem aceites. Existe a crença na sedução que o olhar doce e firme, as palavras certas, a personagem bem criada abrirão as portas da intimidade e da popularidade de cada um. Não posso estar mais em desacordo, até porque, o tempo é o nosso melhor amigo. Nenhuma personagem dura sempre, nenhum jogador consegue estar sempre atento ao seu registo. Um dia, ao acaso, sem querer,o verniz estala e mostra o seu verdadeiro interior. Parte triste da história? A ausência de entrega, de autenticidade e da verdadeira construção de pontes de intimidade entre si e o outro. E não falo só no amor. No amor e na amizade há quem idealize as suas relações como jogos de xadrez, alternando estratégias de avanços e recuos consoante o adversário que se lhes depara. Acerta pequenos detalhes em função da inteligência do "suposto" adversário. E coloca-se a questão: porquê ver as relações e a vida como um jogo? Porque a exposição, a intimidade, o medo de deixar alguém entrar no interior e expor-se é GIGANTE. Porque é GIGANTE O MEDO DE NÃO SER ACEITE. Porque é notória a aposta no EGO E NÃO NA AUTO ESTIMA. Porque os outros aparecem como INSTRUMENTOS e não como COMPLEMENTOS.
Mas a parte bela das relações é essa mesmo : alguém ser nosso (a) amigo(a) , namorado (a) sendo como somos. Com dias bons e outros nem por isso. Com dias de choro imenso e com dias de gargalhadas borboletas, com manhãs a precisar de um xi coração e noites a dar uma força gigante. Porque a autenticidade, o respeito, a descoberta são os maiores tesouros que daqui, do plano terreno podemos levar. Deixo-vos também esta pergunta para pensarem:
- Não temos todos paisagens, desportos, danças, livros, músicas, filmes, conversas, teatros interessantes para colhermos? Porque é que uns preferem crescer, encontrar-se cada vez mais consigo mesmos e depois partilhar e outros preferem dissimular, jogar ou vitimizar-se como se as oportunidades fossem diferentes?
Toda e qualquer relação para mim só faz sentido de coração e alma aberta. Em que se exponham medos, inseguranças e tesouros para fazermos de nós e dos outros melhores. Não importa sermos diferentes, importa é sermos autênticos. Mas essa intimidade é demorada, construida e nunca instantânea. Porque jogo por jogo, ego por ego é volátil e rapidamente acaba, transformando supostas pontes em precipicios !!!!
terça-feira, maio 15, 2007
Todos nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de todos nós
Numa experiência inédita, Joshua Bell, um dos mais famosos violinistas do Mundo, tocou incógnito durante 45 minutos, numa estação de metro de Washington, de manhã, em hora de ponta, despertando pouca ou nenhuma atenção. A provocatória iniciativa foi da responsabilidade do jornal "Washington Post", que pretendeu lançar um debate sobre arte, beleza e contextos. Ninguém reparou também que o violinista tocava com um Stradivarius de 1713 - que vale 3,5 milhões de dólares.
http://www.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw
Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam 100 dólares, mas na estação de metro foi ostensivamente ignorado pela maioria.
A excepção foram as crianças, que, inevitavelmente, e perante a oposição do pai ou da mãe, queriam parar para escutar Bell, algo que, diz o jornal, indicará que todos nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de todos nós.
"Foi estranho ser ignorado"Bell, que é uma espécie de 'sex symbol' da clássica, vestido de jeans, t-shirt e boné de basebol, interpretou "Chaconne", de Bach, que é, na sua opinião, "uma das maiores peças musicais de sempre, mas também um dos grandes sucessos da história". Executou ainda "Ave Maria", de Schubert, e "Estrellita", de Manuel Ponce - mas a indiferença foi quase total. Esse facto, aparentemente, não impressionou os utentes do metro. "Foi uma sensação muito estranha ver que as pessoas me ignoravam", disse Bell, habituado ao aplauso.
"Num concerto, fico irritado se alguém tosse ou se um telemóvel toca. Mas no metro as minhas expectativas diminuíram. Fiquei agradecido pelo mínimo reconhecimento, mesmo um simples olhar", acrescentou.
O sucedido motiva o debate foi este um caso de "pérolas a porcos"?
É a beleza um facto objectivo que se pode medir ou tão-só uma opinião? Mark Leitahuse, director da Galeria Nacional de Arte, não surpreende: "A arte tem de estar em contexto". E dá um exemplo: "Se tirarmos uma pintura famosa de um museu e a colocarmos num restaurante, ninguém a notará". Para outros, como o escritor John Lane, a experiência indica a "perda da capacidade de se apreciar a beleza". O escritor disse ao "Washington Post" que isto não significa que "as pessoas não tenham a capacidade de compreender a beleza, mas sim que ela deixou de ser relevante".
domingo, maio 13, 2007
Sunset - Nitin Sawhney
Esta música faz me viajar com a mente. O melhor albúm para mim é Beyond the Skin
sábado, maio 12, 2007
Hable con ella de Pedro Almodovar
Este fim de semana ofereceram-me este filme.Já o vi há muito tempo e reve-lo vai ser um magnifico.Um verdadeiro banho de alma. As imagens são poderosas, a música sublime, o enredo apaixonante. Neste filme misturam-se paixões, música, arte, dança e uma sensibilidade de cortar a respiração. Ficam com este pedacinho para vos poder abrir a curiosidade de o verem...
terça-feira, maio 08, 2007
O Cavaleiro da Aramadura Enferrujada
Mais um livro simples e sábio que me apetece partilhar contigo....ou no plural
" -Mas não tenho tanto medo quanto costumava ter - declarou o cavaleiro.
- Se é como dizes, então liberta-te, e confia - disse Sam.
- Confio em quem? - retorquiu impetuosamente.Não queria saber mais da filosofia de Sam.
- Não é em quem- Sam replicou- não é um quem mas um quê!
-Um "quê"? - interrogou o cavaleiro
-Sim-confirmou Sam. - Um quê, a vida, a força, o universo, deus, o que quiseres chamar-lhe.
O cavaleiro espreitou por cima do ombro para o abismo, aparentemente sem fim, que se estendia abaixo de si.
- Liberta-te-murmurou Sam insistentemente.
O cavaleiro não parecia ter escolha. estava a perder as forças rapidamente e o sangue gotejava das pontas dos seus dedos que o prendiam à pedra. Acreditando que iria morrer, o cavaleiro soltou-se e mergulhou nas infinitas profundezas das suas memórias.
Relembrou todas as coisas na sua vida, pelas quais atribuira culpas à sua mãe, ao seu pai, aos seus professores, à sua mulher, ao seu filho, aos seus amigos e a todas as outras pessoas. À medida que se agundava no vazio, libertou-se de todos os julgamentos que fizera contra eles.
Caía cada vez mais depressa, estonteado, enquanto a sua mente descia até ao coração. depois, pela primeira vez, viu a sua vida com clareza, sem julgamentos nem desculpas. Nesse instante aceitou a responsabilidade total pela sua vida, pela influência que as pessoas tinham tido nela e pelos contecimentos que lhe tinham dado forma.
A partir deste momento, não voltaria a responsabilizar ninguém senão ele próprio pelo erros cometidos e pelas desventuras que o atingissem. O reconhecimento de que ele era causa, e não efeito, deu-lhe uma nova sensação de poder. Deixara de sentir medo."
Fisher, Robert- O cavaleiro da Armadura enferrujada, pg 69, 70, Editorial Presença, 2006
sábado, abril 28, 2007
sexta-feira, abril 27, 2007
Abraços Grátis Portugal (Porto)
Quem me conhece sabe que eu adoraria ter estado aqui. Neste mar de gente a distribuir ternura.Soube estava longe mas acho a iniciativa deliciosa. Espalhar mimos como quem espalha milho ás pombas. Cá em casa já inauguramos a semana dos mimos. Fiquem bem e um ENORME XI CORAÇÃO PARA TODOS
domingo, abril 22, 2007
Gosto...
...Da forma como faz beicinho, das imagens do video. Tudo respira força, loucura, cores, energia, luz.
Descobri esta pérola por acaso num churrasco entre amigos.Valeu
sábado, abril 21, 2007
Um caminho mágico
A quem procura colinho, um xi enorme, risos cúmplices nesta múltidão anónima, apenas posso deixar uma ideia. A mesma pela qual me guio.
Mimem-se muito, riam comvosco mesmos todos os dias, sejam o espelho do que procuram...assim será mais fácil quando aparecer um "Rei" poder identificar-se nessa força, coragem e autenticidade. Não procurem buracos negros de energia.Procurem esse amor imenso dentro de cada um ...o eco virá quando assim tiver que acontecer.
Há poucos " Reis" e "Rainhas" mas existirão sempre pessoas que acreditarão nos afectos, na indepêndencia, no amor próprio e na autenticidade. Não desistam dos vossos sonhos.São o motor das ideias e do caminho que temos que percorrer
Beijinhos com limalha de pó de sol...Risos..Era o que me apetecia oferecer hoje...
Sininho
quarta-feira, abril 18, 2007

domingo, abril 08, 2007
A ternura da Cumplicidade
Esta música mora na minha alma há anos.Finalmente encontrei o video que faz juz à beleza da melodia
Um golpe de sorte

A vida às vezes é assim: bafeja-nos com livros
que são um verdadeiro achado e que nos abrem a
alma com luz, sabedoria e vontade avassaladora
de sermos cada vez mais iguais a nós próprios...
O Título é poderoso e de riso fácil, o conteúdo delicioso...
A Rainha que mandou à fava o cavaleiro de Armadura Oxidada
" Infelizmente há pessoas que acendem faíscas atrás de faíscas, mas nunca provocam a chama. Porquê? Simplesmente porque gostam do efeito faísca, procuram adrenalina que ela produz, pois fá-las esquecer por um momento a sua realidade interior - vazio, solidão, pânico de amar, medo do abandono, medo de que deixem de ser amadas, desvalorização. Enquanto estiverem sob o efeito da droga que é a adrenalina, estas pessoas ficarão viciadas nas faíscas iniciais das relações, pois é uma droga que tem um efeito potente. Uma vez passado o efeito-faísca, vão querer mais. E, regra geral, isso não costuma dar-se outra vez com a mesma pessoa, mas com alguém desconhecido, a quem não estão ligadas por qualquer laço afectivo e com quem possa surgir uma nova faísca. Sem laços afectivos não há compromisso, e sem compromisso não há medo."
Partilho com vocês só este pedacinho mas a mim este livro que li em 2 horas encheu me a alma de confetis, aro-iris e bolas de sabão. Fui um sopro de alma muito poderoso.Bem haja
Forner, Rosetta - A Rainha que mandou à Fava o Cavaleiro de Aramadura Oxidada-2005, pag.181, Editora Pergaminho
segunda-feira, abril 02, 2007
Belissimo
Cumplicidade única.Poesia viva da palavra, expressão corporal AUTÊNTICA. A mim faz me crescer mirtilos na boca
quinta-feira, março 29, 2007
A morte
A todos os que estiveram ao meu lado em mente e em presença comigo neste últimos dias dificéis o meu sincero Obrigado. Ajudaram me em força a passar por este caminho de perda, com muito colinho à distância. Agora é o tempo a passar e a curar tudo.
Marisa
terça-feira, março 27, 2007
Principezinho e os comboios

A beleza às páginas tantas..para sorver e partilhar


Duas passagens de uma beleza que me deixam zonza e maravilhada
" Sabes perfeitamente que essa calma não vai durar muito. Assim como sabes que as feras insaciáveis não te dão tréguas, perseguindo-te estejas tu onde estiveres.(...)
Tens medo da tua imaginação. E ainda mais dos teus sonhos. Medo da responsabilidade que começa nos sonhos. Mas precisas de dormir, e com o sono vêm os sonhos. Quando estás acordado, sempre podes suprimir a imaginação. Mas não podes eliminar os sonhos."
" -Não te importas que te imagine nua?
Sakura interrompe o que está a fazer com as mãos e olha-me nos olhos.
- Queres imaginar o meu corpo nu enquanto eu te faço isto?
- Sim.Tenho estado a evitar que isso aconteça, mas não consigo.
- A sério!
- Não é uma coisa que se desligue propriamente como se desliga a televisão.
Ela ri-se.
-Não percebo. devias ter guardado isso só para ti! Podes imaginar o que te apetecer.Não precisas da minha autorização para isso. Como é que posso saber o que te vai na cabeça?
- É mais forte do que eu. Acho que o acto de imaginar é qualquer coisa de extramamente importante, por isso achei melhor dizer-te. Não tem nada que ver com o facto de saberes ou não.
- Que rapazinho bem educado tu me saíste- exclama ela, impressionada.- É querido da tua parte, dares-me conhecimento disso. Tudo bem, tens a minha autorização. Podes imaginar-me nua à vontade.
- Obrigado- digo eu.
- Agora conta-me. Tenho um corpo bonito?
- Espantoso.
(...)
Murakami, Haruki- Kafka à beira -mar, 2002
domingo, março 25, 2007
terça-feira, março 20, 2007
Conta-me um conto

São 3 da tarde do dia 24 de Dezembro de 1992 -véspera de Natal. Entre tubos de ensaio, lentes oculares do microscópio, láminas e lamelas, formol e outros ácidos - isto não significa nada! Se não fosse o pinheiro com luzinhas amarelo esverdeadas e umas fitas pingo doce completamente esgroviadas nos ramos, até me esquecia que era Natal. Há 3 anos que não sei o que é Natal ! Quando Maria morava lá em casa era diferente. Ela chegava todos os dias às 8 da noite e eu às 5 da tarde. Nesse intervalo de tempo, preparava lhe o jantar, mimava o gato e ainda sobravam minutos para encher a banheira d´ água quente com bolinhas de sabão. Para que a Maria chegada do trabalho, triste e cansada, sentisse em casa um pequenino jardim de miosótis que a fizessem sorrir. Como eu amava aquele sorriso nela! Parecia que, naqueles olhos tristes de Outono, o sorriso rasgava lhe na face a apoteose da derrota da tristeza em abono da alegria inconsciente. É que a Maria era uma menina crescida! No seu corpanzil (1,80), escondia trajeitos de menina de bibe e trança de lacinhos. Talvez por isso a amasse tanto. Estava sempre a fazer me lembrar pedacinhos da terra da minha infância. Ora chorava miudinho por se sentir frágil na selva urbana ora enchia o ar com grandes gargalhadas de pequeninas coisas sem jeito.
Foi com essa Maria que vive vinte anos da minha vida. Durante esse tempo para mim, não existiam mais mulheres –só a minha Maria. Podiam sair todos os dias no jornal mulheres lindíssimas, encantadoras, inteligentíssimas em letras GARRAFAIS, cruzar me com a Kate Moss na baixa de Lisboa que eu só tinha olhos para a Maria. Quem mais precisaria da minha protecção como a minha Maria. Essa menina que me enchia os olhos com borboletas e o sono de mãos que deslizam nos lençóis que fazem de todas as noites a noite ideal para fazer amor. Maria era muito frágil como cristal carregado às costas de uma formiga - frágil mas infinitamente grande no seu brilho de estalactite grutal. Por mais que o tempo passe sei que, jamais desaparecerá da minha memória as nossas corridas pela praia ao amanhecer, o jeito dos nossos concursos de trepar às árvores, aquela vez em que amordaçamos o porteiro para fazer amor no elevador! Ah ! Até o jeito maluco com que arrastavas para nossa casa qualquer cão, gato, pedinte ou criança durante semanas e meses a fio! Sinto tanto a tua falta Maria- se soubesses! Maldito comboio! Maldita bicicleta! Eu disse te que não te queria sozinha nas passagens de nível mas tu eras terrivelmente teimosa. E foi essa teimosia, amor, que te levou para bem longe de mim1 Sinto mais essa dor sempre que chega o Natal porque as noites de Natal contigo não eram terrenas - eram simplesmente celestiais. Ao ver te de quimono vermelho com os teus pés pequeninos sentada, como uma gueixa na esteira por detrás do biombo à minha espera…enquanto eu me descalçava e acendia o incenso de ópio no parapeito da janela - apetece me chorar. E saber que depois de jantarmos os dois celebrávamos o Natal como mais ninguém celebrava…..
Deitavas te nua a meu lado e com tinta-da-china cobrias me o corpo com poemas de amor (quase sempre sua tontinha com Perdidamente da Florbela Espanca). Tu adoravas aqueles três versos:
“E é amar te assim Perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê lo cantando a toda a gente
e depois eu, deliciava me a escrever Eugénio de Andrade na tua pele nua macia, tão macia que ainda a sinto nos lábios. Aquilo era para nós Natal! Gravarmos na nossa pele odes d’ amor. Afinal não era o Natal uma época de amor universal? Nós tínhamos o nosso Universo que, durante o ano, tu trazias até ele centenas de pessoas com quem retalhavas o coração. Mas , na noite de Natal, o nosso universo era eu e tu, um nós mas com duas partes. Depois, os nossos corpos transfigurados pela poesia, e o Amor na tinta-da-china, perdiamo nos pela noite fora, em fazer amor quentinho como pão. E eu gostava de ver o Eugénio de Andrade contorcer se no teu corpo e a Florbela no meu. Aquelas vogais, virgulas e consoantes e exclamações que ondeavam ao ritmo dos corpos, suando com o nosso arfar. Depois, de manhãzinha, quando ainda dormitavas, levantava me sorrateiramente e ia por o teu presente na tua meiinha cor-de-rosa pendurada na lareira e, sorria porque tu inocentemente manhosa, tinhas já posto o meu presente na minha botifarra cinzenta. Lembro me que, no último Natal que passamos juntos a risota que foi desembrulharmos os presentes! Non-sense total! Na minha botifarra preta tinha uma babete lilás bordada a ponto de cruz “ Papá urso - És o maior da floresta” ( só teu)e, na tua meiinha cor-de-rosa encontraste duas coisas: um frasquinho com água do mar e uma estrelinha cor de laranja grudada ao vidro e, um anel feito de casca de romã ( só meu!)
Só sei que adoramos os presentes e, durante muito tempo, ficamos abraçados a choramingar sobre a nossa felicidade. Era daqueles abraços que não apetece separar! Se ao menos tu estivesses aqui!!!!!!!
Por isso, os meus frascos, os meus livros de genética e o meu bisturi são a minha companhia este Natal. Não seria capaz de passá lo com mais ninguém! Dissessem o que dissessem seria para mim como colocar um menir sobre o nosso Natal. Substitui lo por uma palhaçada qualquer, um ritual que não me ia dizer nada. Para mim, só o nosso Natal é que era Natal…Assim, este vou passá lo a continuar a investigar o gene do envelhecimento. Sabias Maria que estou cada vez mais perto de o encontrar? Sabes, quando tu ainda eras viva, talvez não me importasse tanto de não o descobrir, mas agora não….agora quero deixar uma herança aos outros para que possam ter tempo de amar eterno, para serem eterno…Agora para mim é quase uma questão de honra, dar tudo pela ciência.
( espera Maria, venho já falar contigo mas tenho que ir abrir a janela a um pássaro que, coitado, já está há meia hora a piar do outro lado).Pronto! Já voltei para o pé de ti! Sabes Maria, é um rouxinol e tem uns olhos tão meigos - estranho! Quase parecem os teus. Se visses o modo como fixa o pobre pinheiro escanzelado - dir se ia que o conheceu desde sempre. Enfim, pareço um tontinho a divagar sobre um rouxinol! Santo Deus, estou a ficar senil! Desculpa me Maria mas tenho que ir para perto do cromatógrafo. Já são 8 horas ( a hora a que costumavas chegar) e a essa hora dói me mais falar contigo. Sinto mais a tua falta e, de qualquer modo, tenho o cromatógrafo à minha espera.
Ainda hoje não sei o que se passou naquela estranha noite laboratorial de Natal! Quando conclui as análises, o rouxinol ficou espavorido como um louco a esvoaçar freneticamente pela sala. Tentei chamá lo, abri lhe a janela mas não adiantava. Continuava a piar nervosamente e a voar deitando abaixo os tubos de ensaio. Depois de tanta agitação pousou um instante no parapeito e, nesse instante consegui agarrá lo, mas por pouco tempo. Deu me uma bicada violenta que me obrigou a largá lo e voou certeiro em direcção à árvore de Natal. Oh! Maldito pinheiro! O rouxinol ficou preso na luz eléctrica da estrelinha, no topo da árvore e , poucos minutos depois cheirava por todo o laboratório a penas de rouxinol queimadas. Tinha morrido electrocutado no pinheiro. AH! Maldito pinheiro!
Ainda hoje me pergunto se aquele estranho pássaro seria teu mensageiro, Maria ? Ou mesmo se aquele rouxinol, Maria eras tu? Não entendo.
O que é certo é que desde aquela estranha noite nunca mais montei o pinheiro de Natal e quanto ao rouxinol, mesmo ficando na amarga dúvida Maria, se serias tu, mergulhei o nessa mesma noite num frasco transparente de formol e numa prateleira de mogno lá está ele até hoje.
Não sei se o bicho era uma mensagem celeste, mas fosse o que fosse, acho que me agradeceria o descanso que lhe dei. Depois de uma noite agitada a calmaria do frasco e o frio do formol parece me a mim o rótulo da Eternidade.
E quanto a ti Maria, meu amor, se eras tu, perdoa me que não te vi, a não ser naqueles olhos tristonhos tão familiares ! Se eras tu assassinei te sem querer e , encarcerei te a ti, ao meu amor e ao pássaro num frasco que, apesar de não ser mais do que um frasco é a expressão exacta do meu bem querer. Tu mergulhada onde Eu te possa proteger dos perigos dos comboios e luzes de Natal.
Amo te muito
Bernardo
segunda-feira, março 19, 2007

Gosto de borboletas, de fadas, de bolas de sabão.Enfim..de tudo o que é leve e mágico. Basta um balão de ar quente e lá vou eu....sorriso rasgado
Gosto de insuflar a minha alma de leveza e depois voar para debaixo da próxima onda ou da próxima árvore. Gosto das pessoas interessantes que passam na minha vida e acrescentam sempre algo de novo. As pessoas interessantes são como as caixinhas de música. Sempre que partilham a alma enchem-nos de pausas e sons.Insuflam mutuamente a vontade de criar, viajar. Deveria existir o congresso das pessoas interessantes para criação de pautas oniricas....
Enquanto no globo terreste e galáxias contíguas existirem criadores, poetas, sonhadores, andarilhos a solidão não chega a sentar-se à mesa .Está-se sempre em festa.Na nossa própria companhia e na companhia daqueles que vem por bem
Chico Buarque Solidão
Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

E sentir-lhe um paladar,
E se a terra fosse uma cousa para trincar
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Nem tudo é dias de sol.
E a chuva, quando falta muito,pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...
Alberto Caeiro( heterónimo de Fernando Pessoa)

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
segunda-feira, março 05, 2007







Rio me por fora no vestido
Por dentro na covinha da
gengiva
O teu olhar faz me cócegas
Na bainha do meu vestido
E arrepios na sola do meu sapato
Sinto as tuas mãos brincarem nos meus sonhos
Os meus olhos seguem te os pensamentos
Tens o mar por todo o teu mundo
Eu a terra húmida em cada pedacinho de pele
Quando me abraças, sinto na
cabeça um caleidoscópio tonto
E que me deixa a respiração zonza e o chão
treme
Quando me ouves, sei que sentes, uma caixinha de música no bolso
A tremer e te solta uma vontade gigante de cantar
Um beijo, dois, três,…, cem
– a conta se me perdeu
Ao sentir te morno,
Não sei se nas pernas, no
pescoço,
Ou no teu sexo que se empina só para que o admire
Já sei! Foram
mil, com intervalo aberto de mais infinito
Não vás. Fica para que eu os
posso contar
Para ter a certeza que não deixei de contar nem um só que fosse
Não me digas que gostavas de ficar, de estar, de aparecer
Aparece, fica,
está
Aqui neste intervalo entre a minha covinha do queixo e eu
Quando cá
chegares tenho chá e biscoitos
Um vestido risonho
E uma convinha
acentuada na gengiva
Marisa Miosótis
quinta-feira, março 01, 2007

Miosótis. Gosto desta flor.É pequena,discreta, intensa, de um azul profundo. Relembra-me Milan Kundera no livro Imortalidade. Relembra-me um ramo que nunca tive, que não sei se existe, um ramo sonhado e idealizado por mim. Um ramo de um pedaço de céu roubado da florista ou do quintal da vizinha. Eu, ainda gosto de sonhar com flores, com abraços, com gesto de cavaleiro andante com dois cavalos. Hoje cultiva-se o sonho do salário, do IRS, do carro, da casa e da ostentação. Eu, por engano, tolice ou por fé, sonho com flores, com risos, com cócegas, com Beninis. Essa força de bondade e beleza sim, enche-me a alma
De risos desencontrados, de mãos cúmplices, de atacadores desapertados, e de ramos de miosótis na mão
Morgana
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
terça-feira, fevereiro 27, 2007

Escritora de contos eróticos, muito polémicos e desassossegadores para a epóca. Amante de Henry Miller - personagem ainda mais polémica e desacata...Gosto dela, como personagem e como personalidade marcante. Pelo alvoroço que provocou, pela marca feminina que deixou no seu legado erótico
"O erotismo é uma das bases do conhecimento de nós próprios, tão indispensável como a poesia" Anais Nin
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque / Vinícius de Morais
Um dia, ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar
E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeuE o dia amanheceu Em paz
Partilho com vocês porque é uma música mágica, forte, intensa